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Karl Renz : não há propósito relativo só absoluto

Ladakh, 24th July, 2018

dimanche 19 janvier 2020

RENZ, Karl. Blisstears. Amazon : Kindle, 2019.

nossa tradução

P : De manhã, quando acordas, não? consegues diferenciar se tiveste um? sono profundo? ou profundo ...

K : Ninguém teve profundo sono profundo. Não encontras ninguém aí. No sono profundo, ainda podes dizer que houve um sono profundo. Os médicos podem dizer que houve um sono profundo ou se há despertar. Mas eles nunca conseguem encontrar a natureza? do sono profundo : não pode ser? sentido? por nenhum cientista ou aparelho. Não pode haver nenhuma registro. É como energia?, não pude ser conhecida. Só podes conhecer os efeitos da energia, mas nunca a energia. A matéria? na natureza não pode ser encontrada. O que podes encontrar é uma expressão? da matéria. Sempre podes encontrar as expressões da matéria, mas a matéria na natureza não pode ser encontrada. Ninguém nunca sabe o que é eletricidade. Podes ter? seus efeitos, que ela alimenta uma lâmpada. Podes falar? sobre os efeitos e as diferenças, mas nunca o que é eletricidade. Ninguém sabe o que é, mas todo? mundo? está usando.

O mesmo acontece com o conhecimento?. Ninguém nunca saberá o que é conhecimento. Sempre podes conhecer os efeitos do conhecimento - o conhecedor, o saber? e o que pode ser conhecido, mas não o que é conhecimento. Para tudo isso há necessidade? de diferenças. A natureza da natureza não conhece nenhuma diferença?. A natureza já é uma ideia? da natureza e não-natureza. Até a natureza tem um oposto da não-natureza. Mas a natureza da natureza é a mesma que a natureza da não-natureza. Não tem diferença. Mostra-se como diferença, mas na natureza não é diferente. Se chamas isto "si" então há "não-si". Se há algo, não há nada? ... mas isso que é algo e isso que é nada, em natureza não é diferente. Mas se te chamas "nada", então estais novamente fodido, porque fazes dele o oposto de algo. E aquilo que és está definindo a si mesmo em tudo, mas nunca pode ser definido. Ele se define? em tudo, mas nunca pode ser definido. Ele se define como definidor ou não definidor, como o conhecedor ou o não conhecedor. Mas o conhecimento do que és nunca é definido por isso. É tão simples?. É um conhecimento tão comum, mas você deseja complicá-lo.

Então perguntaram a Ramana por que ainda falas ? Por que ainda explicas os Vedas e outras coisas? ? E Ramana disse, o que mais fazer ? É apenas distração. Ninguém precisa disso. Não porque alguém ajude alguém por qualquer coisa? ou tenha algum efeito? ou propósito. Mas essa é a graça?. Essa é a alegria? ; não precisa de nenhum propósito. A vida? não precisa de um propósito para se viver. Graças a Deus? não faz sentido. Imagine se fizesse sentido. Imagine se pudesses acabar com o sofrimento? pela compreensão?. Que controlador? seria esse? ! Pelo quê ? Então a vida poderia ser controlada por alguém, pela compreensão. Que tipo? de vida seria que podes controlar ? Baboseira ! Uma vida de baboseira, uma vida relativa que pode ser controlada por um controlador relativo?. Queres ser isto ? O controlador ou o controlado ? E para controle, são necessários dois, esse é o problema?.

Original

Q : In the morning when you wake up, you cannot differentiate if you had a deep sleep or a deep-deep sleep...

K : No one had deep-deep sleep. You cannot find anyone there. In deep sleep you can still say there was a deep sleep. The doctors can tell you that there was a deep sleep or if there’s awakeness. But they can never find the nature of deep-deep sleep : it cannot be sensed by any scientist or by any apparatus. There cannot be any recording of it. It’s like energy cannot be known. You can only know the effects of energy but never the energy. Matter in nature cannot be found. What you can find is an expression of matter. You can always find the expressions of matter but matter in nature cannot be found. No one ever knew what electricity is. You can have its effects that it starts the bulb. You can talk about the effects and the differences but never what is electricity. No one knows what it is but everyone is using it.

The same is with knowledge. No one will ever know what is knowledge. You can always know the effects of knowledge – the knower, the knowing and what can be known but not that what is knowledge. For all of that it needs differences. The nature of nature knows no difference. Nature already is an idea? of nature and no-nature. Even nature has an opposite of no-nature. But the nature of nature is the same as the nature of no-nature. There’s no difference. It shows itself as difference but in nature it’s not different. If you call it self then there’s no-self. If there’s something, there’s nothing… but that what is something and that what is nothing in nature is not different. But if you call yourself nothing then you are again fucked because then you make it an opposite to something. And that what you are is defining itself in everything but it can never be defined. It defines itself in everything but it can never be defined. It defines itself as a definer or the non-definer, as the knower or the not-knower. But the knowledge of what-you-are is never defined by that. It’s so simple. It’s such a common knowledge but you want to have it complicated.

Then they asked Ramana why do you still talk ? Why do you still explain Vedas and things ? And Ramana said, what else to do ? It’s just sport. No one needs it. Not because someone helps someone by anything or it has any effect or purpose. But that’s the fun of it. That’s the joy ; it doesn’t need any purpose. Life doesn’t need a purpose to live itself. Thank God it doesn’t make any sense. Imagine it would make sense. Imagine you could end suffering by understanding. What a controller would that be ! By what ? Then life could be controlled by someone, by understanding. What kind of life would it be that you can control ? Bullshit ! A bullshit life, a relative life that could be controlled by a relative controller. Do you want to be that ? The controller or the controlled ? And for control it needs two, that’s the problem.


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