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Substância

segunda-feira 28 de março de 2022

    

VIDE: Matéria - MATÉRIA; OUSIA  , essência - ESSÊNCIA, HYLE  , existência - EXISTÊNCIA


FILOSOFIA Leibniz  : Leibniz Substância - SUBSTNCIA
PERENIALISTAS René Guénon: Guenon Purusha   Prakriti - PURUSHA E PRAKRITI

El sentido de la palabra hyle, en Aristóteles, es más bien el de «substancia» en toda su universalidad, y, eidos   ( que la palabra «forma» traduce bastante mal al castellano, a causa   de los equívocos a los que puede dar lugar muy fácilmente ) corresponde no menos exactamente a la «essência - esencia» considerada como correlativa de esta substancia.

Segundo o estudo do pensamento   de René Guénon, de Vicenza, Dictionnaire de René Guénon:

Na fonte, à raiz da Manifestação  , a Substância não é nela mesma absolutamente manifestada. Ela aparece, ou pelo menos é tornada visível  , sensível  , por intermédio dos diferentes atributos ou «modalidades» que exprimem enquanto essências sua dependência a respeito da Substância. As essências particulares, e é o que importa compreender, não têm existência tangível, de realidade, senão por seu apego à Substância, apego sem o qual elas são absolutamente «nada» no sentido mais forte   e completo da palavra, se assim se pode conferir uma qualquer atribuição   ontológica ao Nada radical. A Substância é o que não se vê mas que permite portar toda Forma ao ser, de projetá-la no domínio   formal, de lhe dar uma existência verdadeira, da retirá-lo da Possibilidade pura e de lhe oferecer   um fundamento concreto efetivo. A Substância primordial indiferenciada (Prakriti) permanece eternamente estável, imutável  , ela não participa de nenhuma maneira nas vicissitudes do mundo contingente, ela escapa à impermanência  , ao movimento   e à confusão   da manifestação na medida que ela não está imersa na Duração e no Espaço. Na intimidade do Princípio, ela ocupa um lugar de primeira ordem   pois ela autoriza a passagem para a mundo sensível   - existência tangível. No entanto deve-se ver bem que a distinção entre Substância e Essência, não é possível senão pela relação entretida pelo Ser - Ser Universal   com a Manifestação vis a vis da qual deve ser visto como o Princípio, e que se «polariza», se diferencia em «Essência» e «Substância». A Substância é portanto o «substrato  », o suporte da manifestação do Ser, seu determinante primeiro e essencial. Causa sem causa, «Raiz sem raiz», a Substância, una em sua indistinção, desenvolve, quando ela é atualizada pelo poder «ordenador» de Purusha, as três Gunas   (sattwa, rajas, tamas) ou qualidades fundamentais da Existência Universal.

Sob o ângulo da Substância, nos é portanto permitido aperceber o aspecto cosmogônico da Natureza e seu «Devir» próprio, assim como a Unidade   do Ser em que são reunidas Substância e Essência. Guénon insistirá no entanto, numerosas vezes, sobre a necessidade   de superar a visão limitada dos dois   termos correlativos, «essência» e «substância», a fim de penetrar no coração   da Metafísica   integral que se estende até o Para-matma ou Purushottama, quer dizer o Supremo Brahma  , além da essência e substância, que ele só é autenticamente desprovido, absolutamente e principialmente de todo limite.

Jean Canteins  : Excertos de Canteins Dante   - A PAIXÃO DE DANTE ALIGHIERI

Traduzimos, na falta de melhor, a palavra sussistenza, empregada aqui (Dante Alighieri), por «Substância». A questão é confusa por prazer: em latim a distinção entre substantia (de sub-stare  : se manter abaixo) e seu dublê subsistentia (de sub-sistere: estar abaixo) não se dá por si só segundo os contextos. O sentido destas duas palavras é derivada daquela determinada pelo neoplatônicos entre os termos gregos hypostasis   e hyparxis  ; o primeiro pode se traduzir por «Essência» (como sinônimo de ousia) ou por «Hipóstase» e designar a Divino - Pessoa Divina; o segundo por «existência», o fato de ser.

Não é questão de abordar em uma nota a problemática complexa destas duas noções. A explicação menos nebulosa nos parece ser dada por um homem   de grande envergadura especulativa que forma a malha entre o pré-escolástico Erigena - João Escoto (séc. IX) de quem sofreu a influência, e os grandes escolásticos dos séculos XIII e XIV: Gilbert de la Porrée (1076-1154). E eis muito esquematicamente resumida: por um lado, diz-se de um «subsistente» que é uma substância porque suporte (sub-stat) um certo número   de «acidente - acidentes» e, assim sendo, é a causa e o princípio daqueles que participam em seu ser; por outro lado, a «subsistência» é a propriedade do que, para ser o que é, não tem necessidade de acidentes (p. ex. os gêneros e espécies). Segue-se que porque elas não têm necessidade de seus acidentes para subsistir todas as substâncias são subsistências mas porque algumas dentre elas não suportam de fato nenhum acidente todas as subsistências não são substâncias (Etienne Gilson, A Filosofia na Idade Média. 1944, p. 264).