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Reencarnação

segunda-feira 28 de março de 2022

    

Philokalia  
[tiki-read_article.php?articleId=694 - Cristianismo e Reencarnação]


Perenialistas Julius Evola  : Evola Doutrina   do Despertar   - DOUTRINA DO DESPERTAR Da teoria   da reencarnação, como especificamos, não se encontra traço algum no curso do Vedanta   - primeiro período védico, e isto, porque ela é efetivamente incompatível com a idade de ouro - visão   olimpiana e heroica do mundo, e porque ela é a “verdade” própria a um tipo diverso de civilização, de idade de prata - iniciação   telúrica e matriarcal. Com efeito, a reencarnação não é concebível senão por aquele que se sente “filho   da terra  ”, que não conhece uma realidade transcendendo a ordem   naturalista, ligada à grande mãe - divindades gineco-maternais, como no mundo paleo-mediterrânico, e que encontramos também entre os vestígios   da civilização hindu pré-ariana, dravídica e kosoliana. Na camada da qual saiu, como entidade efêmera, o indivíduo  , morrendo, se redissolverá, para reaparecer em novos nascimentos terrestres, ao longo de uma peripécia fatal e indeterminada. Tal é o sentido último da teoria da reencarnação, a qual começa já a se infiltrar no curso do período de Upanixades   - especulação   upanixádica, dando lugar, em seguida, a formas mistas, que devem nos servir como índices barométricos da modificação   indicada na consciência   ariana das origens. Enquanto para o além-túmulo, nos Vedas  , não é essencialmente concebida senão uma só solução  , tendo afinidades, como foi dito, com aquela da mais antiga Helade, nos textos brahmanas, já se faz alusão à teoria da dupla vida: “(Só) aquele que conhece e pratica a ação ritual ressuscita à vida e obtém uma vida imortal; os outros, que não conhecem e não praticam a ação ritual, renascerão sempre de novo, como um alimento da morte”. Todavia, nos Upanixades, assim como oscilando o reporte entre o Eu real e o atma  , oscila também a doutrina do além-túmulo. Fala-se aí do “dique, além do qual mesmo a noite se torna dia, posto que o mundo do brahman   é imutável   luz”, dique constituído pelo atma, contra o qual nada podem, nem a decadência, nem a morte, nem a dor  , nem boas obras, nem obras más. Fala-se também da “via dos deuses  ” — deva-yana — procedendo ao longo da qual, depois de morto, atinge-se o incondicionado e o “não-retorno - não-se-retorna-mais”. Mas considera-se também uma outra via — o pitri-yana — ao longo da qual “retorna-se”, o ser   individual sendo, depois da morte, em seguida “sacrificado” a diversas divindades das quais se torna o “alimento”, para reaparecer enfim sobre a terra. Nos textos mais antigos, não se concebe uma possibilidade de liberação   para aquele que vagueia esta segunda via: ao contrário, já se fala da “lei causal”, do karma  , que determinaria a existência ulterior com base no que foi feito durante a precedente. Anuncia-se assim o que chamaremos a consciência samsara   - samsarica, a qual constituirá a chave da visão budista da vida: o saber secreto, confiado às escondidas pelo sábio   Yajnavalkya ao rei Arthavaga, é que no momento da morte os diversos elementos   do homem   se dissolvem nos elementos cósmicos correspondentes, aí compreendido o atma, que reentra no “éter  ”; e o que resta é somente karma, quer dizer a ação, a força anteriormente ligada à vida de um dado ser, e que desta irá determinar um novo ser.

Em tudo isto, há portanto lugar de ver bem mais que a cogitação de uma nova e arbitrária especulação metafísica  : trata-se melhor do signo de uma consciência, a qual já se habitua a se considerar terrestre e, no máximo, panteisticamente cósmica, que já se põe ao nível da parte do ser humano, para o qual pode ser verdadeiramente questão de uma morte e de um renascimento, e em seguida de uma errância indefinida através das formas variadas da existência condicionada: dizemos “variadas”, posto que, pouco a pouco, os horizontes de expandiram e que foi até concebido, segundo as ações, uma ressurreição   neste mundo ou naquele dos deuses. Como quer que seja, na época onde aparece o budismo  , a teoria da reencarnação e aquela da transmigração faziam, doravante, parte integrante das ideias adquiridas pela mentalidade predominante. Todavia, e já nos Upanixades, visões distintas se uniram com promiscuidade, razão   pela qual, de um lado, concebe-se um atma que, em não sendo um dado imediato da consciência, é suposto ser, sempre e intangivelmente, presente   em cada um, e de outro lado, uma vagabundagem indeterminada do homem em diversas existências.

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