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EVANGELHO DE JESUS

Pastor e Ovelhas (Jo 10,1-21)

PARÁBOLAS

sexta-feira 19 de agosto de 2022, por Cardoso de Castro

    

EVANGELHO DE JESUS  : Jo 10,1-21

    

Roberto Pla

Pelo evangelho de João sabemos como reivindica Jesus   sua dignidade   exclusiva de ser o Bom Pastor  , e como explica que todos os que chegam adiante dele, os que intentam escalar o redil sem entrar pela estreita porta   verdadeira — que é ele mesmo — são ladrões e salteadores. Estes são os dois   nomes que metaforicamente se dá às vezes no evangelho a ruah e a nefes, os dois terços inferiores da alma   que sempre são “assalariados”, quer dizer, regidos por uma ação interessada, inadequada para conduzir vitoriosamente ao redil da vida eterna suas ovelhas ou conteúdos psíquicos.

É importante recordar que esta condição de ladrões ou salteadores a aplicam em muitas ocasiões os textos neotestamentários e às vezes com representações surpreendentes, como quando dizem: “O Dia do Senhor há de vir como um ladrão”. (1Tess 5:2; 2Pet 3:10; Apocalipse 3:3)

Jesus emprega expressões similares a respeito de si mesmo  : Mc 14:48; Lc 22:52; Lc 22:37; Isa 53:12 [Evangelho de Tomé - Logion 25]


No transcurso joanico no qual Jesus declara ser o bom pastor das ovelhas, das quais diz que o conhecem porque são de seu redil — ou igreja   comum do reino pneumático — explica que tem outras ovelhas às quais também há de conduzir ao seu redil, pois escutaram a sua voz — sua Palavra —, diz, e «haverá um só rebanho, um só pastor» (Jo 10,16).
  • Fiéis a uma interpretação   manifesta e muito «do mundo», chegaram a explicar alguns teólogos antigos que as ovelhas que Jesus queria reconduzir tinham perigo de acabar em um «redil judeu  ». No entanto, não há dúvida de que na cidade celestial das ovelhas, descrita como o Reino da Unidade  , não há lugar para «nações» e «reinos» humanos.

As ovelhas desse rebanho de origem forasteira são, sem dúvida, as que vêm do reino psíquico, posto que não há outras ovelhas, nem outros reinos. Jesus, enquanto bom pastor e porta única por onde hão de entrar todas as ovelhas, confia em resgatá-las para si, mediante a entrega da Vida que dá voluntariamente e que recupera em cada nova «união  » conseguida. Mas estas ovelhas novas que vêm de outro redil, quer dizer, do mundo, porque estas são do mundo, chegam ao Filho   do Homem   após grandes anseios de alimento espiritual, de sangue   e de fé, que recebem quando é derramado generosamente nelas pelo Cordeiro de Deus   «para remissão dos pecados» (Mt   26,28). [Evangelho de Tomé - Logion 60]

Michel Henry

O que se propõe sob o aspecto de uma parábola retém então nossa atenção  . Parábola muito simples e fácil de entender, assim parece. Quanto ao Cristo, ele aparece sob a forma do pastor ou do bom pastor que entretém com suas ovelhas reportes extraordinários. Por um lado, é verdade, a alegoria   tornas estes reportes compreensíveis em se referindo àqueles que existem com efeito entre um pastor e as ovelhas de seu rebanho: elas conhecem sua voz e o seguem; quanto ao pastor, «ele chama suas ovelhas cada uma por seu nome» (Jo 10,3). Estas relações que cada um pode observar   na vida pastoral se encontram bruscamente arrancadas a seu quadro familiar, não guardam mais deste o princípio de uma possível inteligibilidade. Este princípio, João o situa na relação acósmica e intemporal que existe entre a Vida fenomenológica absoluta e a Ipseidade originária que ela gera em sua autogeração eterna e como a condição desta. Nenhuma arquétipo mundano — nem por conseguinte nenhuma metáfora — não oferece mais qualquer ajuda   para a inteligência   disto que é aqui é questão, a saber a relação dos filhos ao Arquifilho, a qual não pode ser compreendida senão à luz da relação mais original do Arquifilho à Vida absoluta. A interioridade   fenomenológica recíproca do Cristo e de Deus, tal é a chave da qual dispõe João para compreender por sua vez a relação dos filhos ao Filho, e esta chave é a única que convém. Se se supõe agora que a relação dos filhos entre eles não ela mesma compreensível senão à luz de sua relação ao Arquifilho, é a totalidade   das relações entre os viventes em geral — que ela concerne os homens, o Cristo ou Deus — que se encontra posta em questão. Esta colocação em questão global da relação entre os viventes, como encontrando seu princípio não no mundo mas somente na Arquigeração da Vida, nós a deixamos provisoriamente de lado para nos concentrar sobre um só de seus aspectos, embora essencial. É aquele que nos interessa precisamente aqui, a saber a relação dos filhos ao Arquifilho.

Ora esta relação forma precisamente o tema oculto da parábola de João. Nesta, com efeito, o Cristo não intervém somente como pastor das ovelhas, ele é ainda a porta do cercado onde elas se mantêm: «Sou   que sou a porta» (Jo 10,9). Se o Cristo é a porta do cercado onde se mantêm as ovelhas, é que o acesso a todo eu transcendental concebível reside na Ipseidade original na qual somente algo como um Si e como um eu é possível. Ora uma tal proposição, que coloca o acesso ao eu em uma Ipseidade mais antiga que ele, faz tremer todo olhar capaz disto perceber as implicações abissais — na medida que precisamente ela visa todo eu transcendental, o meu tanto quanto aquele de outro homem, para não falar aqui senão dos filhos.

No que concerne meu próprio eu, a proposição quer dizer que não tenho acesso a mim   mesmo e assim que não posso ser eu mesmo senão passando pela porta do cercado. Eu não eu mesmo e não posso o ser   senão através da Ipseidade original da Vida. É a carne   patética desta Ipseidade na qual a Vida se junta a ela mesma, é ela que me junta a mim mesmo de tal maneira que seja e possa ser este eu que sou. Logo não posso me juntar   a mim mesmo senão através do Cristo, na medida que ele junto a ela mesma a Vida eterna, se fazendo nela o primeiro Si. O reporte a Si que faz de todo eu um eu, é o que o torna possível. É, em linguagem filosófica, sua condição transcendental. É enquanto que ele retira sua possibilidade neste reporta de si a si que o eu é ele mesmo um eu transcendental. O Cristo, porta do cercado onde passam as ovelhas, onde os eus transcendentais são eus transcendentais, o Cristo é a condição transcendental deles. Jamais nenhum eu transcendental não seria dado a ele mesmo, jamais ele não chegaria constantemente em Si, ser um Si se a Ipseidade fenomenológica original do Primeiro Si da Vida não lhe fornecesse a substância   de sua própria Ipseidade. Assim não há de Si, quer dizer de reporte a si, senão no primeiro reporte a si da Vida e no Si deste primeiro reporta. Nenhum si não é possível que não tenha como sua substância fenomenológica, como sua carne, a substância fenomenológica e a carne do Arquifilho.


Extraordinária é então a hipótese formulada pela parábola, aquela de alcançar um eu qualquer, o meu ou aquele de um outro, sem passar pela Ipseidade essencial da qual este eu tem sua possibilidade. O que uma tal hipótese põe em causa   , é preciso bem o ver, é nada menos que o conjunto das intuições fundamentais do cristianismo, aquelas que concernem a autogeração da vida como geração de uma Ipseidade original na qual somente todo eu transcendental vivente se edifica por sua vez enquanto Filho de Deus   e “Filho no Filho”. Haveria um vivente que se passa da vida, um eu sem a Ipseidade original de um Si nele?

O texto joanico conhece então suas maiores tensões, a cólera   do Cristo explode, semelhante àquela que Rubens pintou sobre o quadro de Bruxelas quando, brandindo nas nuvens, tendo o raio   em sua mão   e o brandindo acima do mundo, ele se prepara para destruí-lo: «Aquele que não entra pela porta do cercado das ovelhas mas escala sobre um outro ponto, aquele é um ladrão e um bandido» (Jo 10,1). E é então a declaração estupenda: «Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e bandidos» (Jo 10,8). Ninguém veio antes do Cristo. «No princípio era o Verbo»; «Antes que Abraão fosse, Eu sou» (Sinal de Abraão); «Davi o chama Senhor» (Sinal da Cruz). Ora não estão aí, lembremos, simples afirmações. Trata-se de proposições fenomenológicas de uma validade apodítica e das quais dissemos que quem quer que perceba o estado   das coisas que elas visam é obrigado a afirmá-las. Ninguém veio antes do Cristo quer dizer que ninguém poderia vir antes deles, e isso porque nenhum eu não é possível exceto na Ipseidade que engendra o a Vida absoluta em se experienciando a si mesma no seu auto-afeto que não porta uma ipseidade nela como isto sem o que ela não se cumpriria jamais. Assim como eus, aqueles que accedem a eles mesmos e se amparam de seu ser próprio ou ainda aqueles que accedem aos outros e estão em reporte com eles — esses, todos esses não fazem em nenhum momento a economia   da ipseidade que os dá a eles mesmos, lhes permitindo assim de ser eus. O que quer que ele diga ou faça, todo eu já fez uso nele de uma ipseidade no poder do qual ele não entra para nada, ele já se apropriou disto que não lhe pertence: é um ladrão e um bandido. Ladrões e bandidos são aqueles, todos aqueles que não dobraram o joelho diante isto que neles os deu a eles mesmo, que entraram no cercado onde pastam as ovelhas sem passar sob o Arco triunfal, escalando a paliçada de maneira vergonhosa, na noite de sua cegueira  . Em quais condições se produz e pode se produzir um tal roubo, em qual noite? Qual espécie de cegueira o acompanha e o torna possível, é isto que será questão. Por momento, neste ponto onde nos conduziu a análise fenomenológica, importa medir que formidável pensamento do indivíduo porta nele o cristianismo, mesmo se, sobretudo se, do ponto de vista filosófico, este aporte permanece ainda amplamente inexplorado. [EU SOU A VERDADE  ]

Jo 10,1-21

jn  .10.1 αμην [VERILY] αμην [VERILY] λεγω [I SAY] υμιν [TO YOU,] ο μη [HE THAT] εισερχομενος [ENTERS NOT IN] δια [BY] της [THE] θυρας [DOOR] εις [TO] την [THE] αυλην [FOLD] των [OF THE] προβατων [SHEEP,] αλλα [BUT] αναβαινων [MOUNTS UP] αλλαχοθεν [ELSEWHERE,] εκεινος [HE] κλεπτης [A THIEF  ] εστιν [IS] και [AND] ληστης [A ROBBER;]

jn.10.2 ο δε [BUT HE THAT] εισερχομενος [ENTERS IN] δια [BY] της [THE] θυρας [DOOR] ποιμην [SHEPHERD] εστιν [IS] των [OF THE] προβατων [SHEEP.]

jn.10.3 τουτω [TO HIM] ο [THE] θυρωρος [DOORKEEPER] ανοιγει [OPENS,] και [AND] τα [THE] προβατα της [SHEEP] φωνης αυτου [HIS VOICE] ακουει [HEAR,] και τα [AND] ιδια [HIS OWN] προβατα [SHEEP] καλει [HE CALLS] κατ [BY] ονομα [NAME,] και [AND] εξαγει [LEADS OUT] αυτα [THEM.]

jn.10.4 και [AND] οταν τα [WHEN] ιδια [HIS OWN] προβατα [SHEEP] εκβαλη [HE PUTS FORTH] εμπροσθεν [BEFORE] αυτων [THEM] πορευεται [HE GOES  ;] και [AND] τα [THE] προβατα [SHEEP] αυτω [HIM] ακολουθει [FOLLOW,] οτι [BECAUSE] οιδασιν την [THEY KNOW] φωνην αυτου [HIS VOICE.]

jn.10.5 αλλοτριω δε ου [BUT A STRANGER] μη [IN NO WISE] ακολουθησωσιν [THEY SHOULD FOLLOW,] αλλα [BUT] φευξονται [WILL FLEE] απ [FROM] αυτου [HIM,] οτι ουκ [BECAUSE] οιδασιν των [THEY KNOW NOT] αλλοτριων [OF STRANGERS] την [THE] φωνην [VOICE.]

jn.10.6 ταυτην την [THIS] παροιμιαν [ALLEGORY] ειπεν [SPOKE] αυτοις ο [TO THEM] ιησους [JESUS,] εκεινοι δε ουκ [BUT THEY] εγνωσαν [KNEW NOT] τινα [WHAT] ην [IT WAS] α [WHICH] ελαλει [HE SPOKE] αυτοις [TO THEM.]

jn.10.7 ειπεν [SAID] ουν [THEREFORE] παλιν [AGAIN] αυτοις ο [TO THEM] ιησους [JESUS,] αμην [VERILY] αμην [VERILY] λεγω [I SAY] υμιν [TO YOU,] οτι [THAT] εγω [I] ειμι [AM] η [THE] θυρα [DOOR] των [OF THE] προβατων [SHEEP.]

jn.10.8 παντες [ALL] οσοι [WHOEVER] προ [BEFORE] εμου [ME] ηλθον [CAME] κλεπται [THIEVES] εισιν [ARE] και [AND] λησται [ROBBERS;] αλλ ουκ [BUT] ηκουσαν [DID NOT HEAR] αυτων [THEM] τα [THE] προβατα [SHEEP.]

jn.10.9 εγω [I] ειμι [AM] η [THE] θυρα [DOOR :] δι [BY] εμου [ME] εαν [IF] τις [ANYONE] εισελθη [ENTER IN] σωθησεται [HE SHALL BE SAVED,] και [AND] εισελευσεται [SHALL GO IN] και [AND] εξελευσεται [SHALL GO OUT,] και [AND] νομην [PASTURE] ευρησει [SHALL FIND.]

jn.10.10 ο [THE] κλεπτης ουκ [THIEF] ερχεται ει [COMES NOT] μη [EXCEPT] ινα [THAT] κλεψη [HE MAY STEAL] και [AND] θυση [MAY KILL] και [AND] απολεση [MAY DESTROY :] εγω [I] ηλθον [CAME] ινα [THAT] ζωην [LIFE] εχωσιν [THEY MIGHT HAVE,] και [AND] περισσον [ABUNDANTLY] εχωσιν [MIGHT HAVE «IT».]

jn.10.11 εγω [I] ειμι [AM] ο [THE] ποιμην ο [SHEPHERD] καλος [GOOD.] ο [THE] ποιμην ο [SHEPHERD] καλος την [GOOD] ψυχην αυτου [HIS LIFE] τιθησιν [LAYS DOWN] υπερ [FOR] των [THE] προβατων [SHEEP :]

jn.10.12 ο μισθωτος δε [BUT THE HIRED SERVANT,] και ουκ [AND] ων [WHO IS NOT «THE»] ποιμην [SHEPHERD,] ου [WHOSE] ουκ [NOT] εισιν [ARE] τα [THE] προβατα [SHEEP] ιδια [OWN,] θεωρει [SEES] τον [THE] λυκον [WOLF] ερχομενον [COMING,] και [AND] αφιησιν [LEAVES] τα [THE] προβατα [SHEEP,] και [AND] φευγει [FLEES;] και [AND] ο [THE] λυκος [WOLF] αρπαζει [SEIZES] αυτα [THEM] και [AND] σκορπιζει [SCATTERS] τα [THE] προβατα [SHEEP.]

jn.10.13 ο δε μισθωτος [NOW THE HIRED SERVANT] φευγει [FLEES] οτι [BECAUSE] μισθωτος [A HIRED SERVANT] εστιν [HE IS,] και ου [AND] μελει [IS NOT HIMSELF CONCERNED] αυτω [ABOUT] περι των [THE] προβατων [SHEEP.]

jn.10.14 εγω [I] ειμι [AM] ο [THE] ποιμην ο [SHEPHERD] καλος [GOOD;] και [AND] γινωσκω [I KNOW] τα [THOSE THAT «ARE»] εμα [MINE,] και [AND] γινωσκομαι [AM KNOWN] υπο [OF] των [THOSE THAT «ARE»] εμων [MINE.]

jn.10.15 καθως [AS] γινωσκει [KNOWS] με [ME] ο [THE] πατηρ [FATHER,] καγω [I ALSO] γινωσκω [KNOW] τον [THE] πατερα [FATHER;] και την [AND] ψυχην μου [MY LIFE] τιθημι [I LAY DOWN] υπερ [FOR] των [THE] προβατων [SHEEP.]

jn.10.16 και [AND] αλλα [OTHER] προβατα [SHEEP] εχω [I HAVE,] α ουκ [WHICH] εστιν [ARE NOT] εκ της [OF] αυλης ταυτης [THIS FOLD;] κακεινα [THOSE ALSO] με [ME] δει [IT BEHOOVES] αγαγειν [TO BRING,] και της [AND] φωνης μου [MY VOICE] ακουσουσιν [THEY WILL HEAR;] και [AND] γενησεται [THERE SHALL BE] μια [ONE] ποιμνη [FLOCK,] εις [ONE] ποιμην [SHEPHERD.]

jn.10.17 δια τουτο [ON THIS ACCOUNT] ο [THE] πατηρ [FATHER] με [ME] αγαπα [LOVES,] οτι [BECAUSE] εγω [I] τιθημι την [LAY DOWN] ψυχην μου [MY LIFE,] ινα [THAT] παλιν [AGAIN] λαβω [I MAY TAKE] αυτην [IT.]

jn.10.18 ουδεις [NO ONE] αιρει [TAKES] αυτην [IT] απ [FROM] εμου [ME,] αλλ [BUT] εγω [I] τιθημι [LAY DOWN] αυτην [IT] απ [OF] εμαυτου [MYSELF.] εξουσιαν [AUTHORITY] εχω [I HAVE] θειναι [TO LAY DOWN] αυτην [IT,] και [AND] εξουσιαν [AUTHORITY] εχω [I HAVE] παλιν [AGAIN] λαβειν [TO TAKE] αυτην [IT.] ταυτην την [THIS] εντολην [COMMANDMENT] ελαβον [I RECEIVED] παρα του [FROM] πατρος μου [MY FATHER.]

jn.10.19 σχισμα [A DIVISION] ουν [THEREFORE] παλιν [AGAIN] εγενετο [THERE WAS] εν [AMONG] τοις [THE] ιουδαιοις [JEWS] δια τους [ON ACCOUNT OF] λογους τουτους [THESE WORDS;]

jn.10.20 ελεγον [SAID] δε [BUT] πολλοι [MANY] εξ [OF] αυτων [THEM,] δαιμονιον [A DEMON] εχει [HE HAS] και [AND] μαινεται [IS MAD;] τι [WHY] αυτου [HIM] ακουετε [DO YE HEAR?]

jn.10.21 αλλοι [OTHERS] ελεγον [SAID,] ταυτα τα [THESE] ρηματα ουκ [SAYINGS] εστιν [ARE NOT «THOSE»] δαιμονιζομενου μη [OF ONE POSSESSED BY A DEMON.] δαιμονιον [A DEMON] δυναται [IS ABLE] τυφλων [OF «THE» BLIND «THE»] οφθαλμους [EYES] ανοιγειν [TO OPEN?]


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