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TERMOS CHAVES

Ressurreição

RELIGIÃO

domingo 24 de julho de 2022

    

Nos evangelhos  , tirando o relato da ressurreição   e algumas identificações do Cristo   com a ressurreição em João, nos três sinópticos se repete o diálogo   com os saduceus sobre a ressurreição (Deus   de vivos).

Jo 11:25 Disse-lhe Jesus: Eu sou   a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;

    

Robin Amis

De dupla forma, portanto, o abençoado Moisés nos demonstra que verdadeira glória   os cristãos receberão na ressurreição  : a glória da luz e das delícias espirituais do Espírito que mesmo agora são considerados merecedores de possuir interiormente. Por causa   disto, estes dons do Espírito   então redundarão também em seus corpos. Os santos mesmo agora possuem esta glória em suas almas, como dito acima, mas então os cobrirá e vestirá seus corpos nus. Os arrebatará aos céus e enfim virão a repousar, tanto corpo e alma  , com o Senhor para sempre.

Quando Deus   criou Adão  , não lhe proporcionou asas materiais como os pássaros têm, mas lhe preparou asas do santo Espírito  . Os mesmos planeja lhe dar na ressurreição, elevando-o e dirigindo-o onde quer que queira o Espírito. Estas asas dos santos já agora são considerados merecedores possuir para voar mentalmente ao reino dos pensamentos celestiais.

Pois os cristãos vivem em outro mundo, comem de outra mesa, estão vestidos diferentemente, preferem diferentes prazeres, diferentes diálogos, e uma diferente mentalidade... Portanto, também na ressurreição seus corpos serão considerados merecedores de receber   aquelas bençãos eternas do Espírito Santo. Serão permeados com essa glória que suas almas nesta vida já experienciaram. [MACARIANA  ]

C. del Tilo

Clemente de Roma, autor de la Epístola a los Corintios, de la cual citamos un fragmento a continuación, fue al parecer el tercer sucesor de San Pedro como episcopos (liter.: guardián, jefe de una comunidad religiosa) de la comunidad de Roma.

Con toda probabilidad escribió entre los años 92 y 101. Ireneo relata que Clemente había conocido a los apóstoles y conversado con ellos. (Adv. Haereses III, 3-3) Orígenes   le llama apostolorum discipulus, discípulo de los apóstoles. Podría haber sido compañero de san Pablo  . Muchos piensan que Clemente fue el autor de la Epístola a los Hebreos atribuida a san Pablo.

EPÍSTOLA A LOS CORINTIOS (fragmentos)

XXIV. Observemos cómo el Maestro nos representa continuamente la futura resurrección, de la que nos ha dado las primicias en el Señor Jesucristo cuando le resucitó de entre los muertos. Consideremos las resurrecciones que tuvieron lugar en su tiempo. Tanto el día como la noche nos muestran una resurrección: la noche se duerme y el día se levanta; huye el día y la noche le sucede. Fijémonos en los frutos. ¿Cómo se hacen las sementeras? Sale el sembrador para echar a tierra las diferentes semillas; éstas, secas y tal cual están, caen al suelo para resolverse en él; pero a partir de su disolución, la magnífica providencia del Maestro las hace levantarse de nuevo y el grano se multiplica y da fruto  .

XXV Consideremos el extraño prodigio que tiene lugar en las regiones de Oriente, es decir en Arabia. Se encuentra un pájaro llamado fénix. Es el único de su especie y vive quinientos años. Cuando su fin se aproxima, se construye con incienso, mirra y otras substancias aromáticas, un ataúd en el que se introduce para morir cuando se ha cumplido su tiempo. De su carne   en putrefacción nace un gusano que se alimenta de la podredumbre del pájaro muerto y que se cubre de plumas. Después, cuando ya tiene fuerza, levanta el ataúd en el que reposan los huesos de su ancestro y, con esta carga, va de Arabia a Egipto, hasta la ciudad de Heliópolis. Allí, en pleno   día y a la vista de todos, lo deposita sobre el altar del sol   y emprende vuelo de regreso. Entonces los sacerdotes   consultan sus anales y constatan que ha venido al cabo de quinientos años. ¿Encontraremos, pues, extraño y asombroso que el Creador del universo haga revivir a aquellos que le han servido santamente y con la confianza de una fe perfecta, cuando nos muestra en un pájaro la magnificencia de su promesa? ¿Acaso no está dicho: «Me resucitarás y te alabaré» ? Y: «Estaba acostado y dormido; me he despertado porque tú estás conmigo». Y Job, por su parte, dice: «Resucitarás mi carne que ha sufrido todos estos males».

XXVII Con esta esperanza, pues, que nuestras almas se aferren a aquel que es fiel en sus promesas y justo en sus juicios. ¡Cómo podría mentir aquel que ha prohibido hacerlo! Nada es imposible para Dios excepto la mentira  . Reanimemos, pues, nuestra fe en él y tengamos en cuenta que todo le es fácil. Con una palabra de su omnipotencia ha establecido el universo y con una palabra puede destruirlo. «¿Quién le pregunta: Qué has hecho? ¿Quién opondrá resistencia al vigor de su fuerza?» Lo hace todo cuando y como quiere y nada deja de ocurrir de cuanto decreta. Todo está presente   ante sus ojos, nada escapa a sus designios ya que «los cielos relatan la gloria de Dios y el firmamento publica la obra de sus manos; el día lo proclama al día y la noche lo da a conocer a la noche: no se trata ni de un lenguaje ni de palabras cuyos sones no se oigan». [Textos cristianos primitivos]

Roberto Pla

O que explica Jesus   é que o levantamento do filho de anthropos   em nós  , que consiste em que o oculto se transforma em manifesto  , supõe para todos e cada um o cumprimento intransferível da obra particular para a qual temos sido chamados e também a confirmação de que dita obra, o levantamento, não somente é possível senão necessária. Por isto diz Jesus: “Assim tem que ser levantado o Filho do Homem” (Jo 3,14).

O levantamento ou elevação até a ressurreição na consciência   da luz do Filho do Homem interior   que somos, tem como última trama a contemplação   pura da face que está diante da nossa. Pois é o Filho do Homem, ressuscitado pelo conhecimento (gnosis  ), quem alcança essa contemplação e e não o homem de baixo no qual se acha sumida, por identificação errônea, nossa consciência terrena. Em uma passagem memorável do Êxodo, se põe na boca de YHWH esta sentença: "Mina face não poderás vê-la, porque não pode ver-me o homem e seguir vivendo" (Ex 33,20). Se entende por estas palavras que com a locução "minha face" se significa o Ser puro "sem si mesmo  ", isento de qualquer agregado de "vestimentas", as quais se expressam muito especificamente no contexto como "minha glória" (doxa). (Evangelho de Tomé - Logion 5)


Há duas classes de ressurreição como duas classes de mortos segundo o evangelho: a ressurreição conhecida pelo povo judeu e que afeta somente aos mortos, e a ressurreição do mortos, ou de “entre os mortos”, designada outras vezes como a ressurreição dos justos, enquanto se mantêm mortos vivos, proclamada por Jesus.

Esta é a grande obra que a Boa Nova propôs para o Filho do Homem, segundo o plano da criação: que antes de “saborear a morte” fosse “visível  ” e “uno  ” o Filho do Homem, como nascido do alto (Nascer do Alto), na consciência psíquica (Mt 16,28). Assim diz o evangelista Lucas que ocorreu — ainda que o conte no chave “oculta” — com o justo de Simeão, o qual o havia sido revelado pelo Espírito Santo “que não saborearia a morte antes de ter visto ao Cristo do Senhor” (Lc 2,16).

  • “O Cristo”, se diz aqui em seu pleno sentido de “ungido” de Deus.

Há vários lugares no evangelho onde se mencionam as duas classes distintas de ressurreição. NO curso daquela discussão suscitada pelos saduceus, os quais não aceitavam a ressurreição por não existir dela, segundo pensavam, nenhuma tradição   escrita no Pentateuco, encontram ocasião nos sinópticos para distinguir tal ressurreição da que Jesus denomina “a ressurreição dos mortos”. No primeiro evangelho é muito notório este propósito diferenciador, pois além de se estender em uma casuística acerva da ressurreição que tem como referência o que poderá ocorrer com os filhos deste mundo uma vez falecidos, o redator termina dizendo: “E quanto a ressurreição dos mortos...” (Mt 22,31).

Jesus se interessa especialmente por esta ressurreição dos mortos que concerne unicamente aos justos, isto é, aos filhos da luz e ao “resto” justificado de cada filho do mundo. Deles diz: “não podem já morrer  , porque são como anjos   e são filhos de Deus ao ser filhos da ressurreição” (Lc 20,36). Como demonstração do que diz, nomeia Jesus a três justos: Abraão, Isaque e Jacó, os quais, por ser justos, não ressuscitarão depois de morrer, senão que ressuscitarão em sua própria carne, como corresponde a mortos vivos, antes de morrer ao mundo, ademais de “ser”, ou “estar” ainda vivos enquanto filhos da ressurreição e de Deus.

Que a doutrina a respeito da ressurreição dos mortos constituía um ensinamento próprio   de Jesus se comprova por quanto quando diz Jesus a seus discípulos que o Filho do Homem ia a suscitar dentre os mortos, os discípulos, dos quais não se pode duvidar que souberam que coisa era a ressurreição conhecida pelos judeus, perguntam, no entanto, “que era isso de ressuscitar dentre os mortos” (Mc 9,10). (Evangelho de Tomé - Logion 51)


Somente por conta da humildade   completa está a luz do Cristo “oculto”, não visível, cuja presença   ou vinda interior cresce e se faz mais perceptível a medida que o peso da alma decresce por negação de si mesma. Desse Cristo falava em especial Jesus a seus discípulos quando os disse: “Dentro de pouco não me vereis e pouco depois voltareis a me ver” (Jo 16, 16-19).

Jesus falava de sua ressurreição segura e além do mais, do outro mistério cristão não fundado na morte e nova vida De Cristo manifesto  , senão na Vida eterna, sem morte, do Cristo oculto, pronto a “ressuscitar” de seu cativeiro temporal, resplandecente como corôa da Vida, para quem suporta e vence a prova do sofrimento   pela fé. Esta foi a promessa feita aos que o amam.

Segundo se diz no evangelho, em um sopro de Cristo é enviado   o Espírito da Verdade  , ao qual o conhecemos sem sabê-lo como espírito ou essência de nossa consciência, do “nós   mesmos”, pois dele se disse: “Mora convosco e em vós está”. Com efeito, por conta das línguas de fogo   do conhecimento que se expandem desde o espírito, é possível ver, embora “o mundo” não veja em toda ocasião, a luz resplandecente do Cristo oculto, e nesse dia de contemplação, tal como disse Jesus, sabereis que “eu vivo, e vós vivereis” (Jo 14, 17.19)

Jesus descreve em parábola a primeira presença (a primeira intuição   dessa presença eterna), ou vinda interior do Cristo “oculto” no homem, com a imagem da tristeza   de uma mãe quando chegou a hora do parto, eu gozo que o sobrevém depois, quando vê que nasceu um homem novo no mundo (Jo 16, 21-25). Do que fala Jesus verdadeiramente é do nascimento na alma do Filho do Homem, o vindo do alto, o ressuscitado “dentre os mortos”. É assim como Jesus fala em parábola do Cristo eterno, “levantado” na consciência.

Tanto a consolação que vem do Espírito da Verdade, com a vida eterna, consistem em ser a coroa de plenitude   reservada para o bem-aventurado   que supera os sofrimento da prova da fé. O primeiro passo para a redenção, árduo e prolongado às vezes, se funda, não há que esquecê-lo, na fé do que crê com firmeza que o Cristo, o Cristo “oculto” está sempre presente nele, tal como se disse ao promulgar a Boa Nova: “O Reino está próximo”. Em verdade, o Reino, e com ele o Cristo, está próximo, muito próximo, do que crê, embora pareça muito distante, muito afastado, para o que ainda não crê.

Jesus explica tudo isso: “Naquele dia compreendereis que eu estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós” (Jo 14,20). (Evangelho de Tomé - Logion 58)


Acerca da ressurreição dos corpos, não neste mundo terreno no qual Jesus fez, segundo ficaram consignadas, várias ressurreições “temporais”, senão “naquele mundo”, no Reino (eterno) dos Céus, muito pouco se diz nos evangelhos  . Se se exclui deles a ressurreição de Jesus e suas aparições corporais (incorpóreas ou não), que pertencem a um âmbito de exceção não só pelo duplo sentido oculto e manifesto, senão pela extrema dignidade   da pessoa   de Jesus, não há outro testemunho do reviver de um morto vivente corporal.
  • Se dizemos “temporais”, é porque aqueles “bem-aventurados” que foram ressuscitados, tiveram breve ventura pois continuaram sendo mortais. Em verdade, a filha de Jairo, o filho da viúva de Naim e Lázaro, morreram duas vezes, e não se sabe se isto deve ser qualificado de ventura, ou de desgraça.

Só Mateus transmite uma notícia de caráter escatológico, mas dado que não pôde ter conhecimento direto do dado que consigna, nem explica o testemunho indireto ao qual teve acesso, não pode ser tomada sem reservas, quer dizer, segundo a vertente manifesta, o que pode ser uma interpretação   de signo   oculto: “Se abriram os sepulcros e muitos corpos (incorpóreos ou corpóreos? ) de santos defuntos ressuscitaram” Calvário.

No entanto, frente à escassez de informação a respeito do acesso dos corpos à glorificação, há abundância   de passagens evangélicas onde se menciona e confirma a condição intrinsecamente corporal do corpo, sem nenhum outro horizonte   de ressurreição: “Não temais aos que matam o corpo, mas não podem matar à alma; temei mais àquele que pode levar à perdição alma e corpo na geena”. O não temor à morte somente do corpo nesta passagem, parece confirmar a nula implicação do corpo com a consciência, com o “sujeito” pessoal, e sua simples valoração como vestimenta privilegiada da alma. Como ao dizer: “(Não é) o corpo mais que a vestimenta?”

Quanto à ressurreição, na única perícope em que fala Jesus diretamente da ressurreição, no diálogo   que sustenta com os saduceus sobre a ressurreição dos mortos, explica Jesus bem claro que os que alcancem a ser dignos de ter parte “naquele mundo” (o Reino de Deus), e na ressurreição dentre os mortos, não podem já morrer, “porque são como anjos”, quer dizer, “puros espíritos sem corpo”, que veem continuamente o rosto do Pai. (Evangelho de Tomé - Logion 87)

François Chenique

Na Ressurreição, a alma toma consciência que Deus só é real  ; ela reencontra a princípio em Deus tudo aquilo de que se destacou nos mistérios doloroso, segundo a fórmula: Tudo o que amo é infinitamente me Deus. [SARÇA ARDENTE]


VIDE: PAIXÃO; Corpo de Ressurreição; Celebração da Ressurreição