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TERMOS CHAVES

Pneuma Hagion - Espírito Santo

RELIGIÃO

sexta-feira 22 de julho de 2022, por Cardoso de Castro

    
Terceira Pessoa   da Santíssima Trindade   (o Doador).
 
Dons do Espírito   Santo.
 
"Pneuma   Hagion" é citado 52 vezes no Novo Testamento   sem nenhum artigo definido, porém geralmente traduzido erroneamente como "o Espírito Santo", com artigo definido, refere-se normalmente à "doação" e não ao "Doador", como em: "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai   (pneuma hagion); ficai porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder" (Lc 24,49).

PNEUMA HAGION — PNEUMA TOU THEOU

En algunas formulaciones, el término pneuma designa sin equívocos al Espíritu de Dios, al Espíritu Santo (1 Cor 2,14; 6,11; 7,40; Rom 8,26; etc.). Pablo recoge el uso del Antiguo Testamento en el cual se califica a Dios de pneuma (hebreo ruah). Este pneuma califica a Dios en su poder, en su fuerza creadora, en lo que tiene de más íntimo y que comunica al hombre. Pablo asume este aspecto y lo desarrolla: el Espíritu Santo es don de Dios (1 Tes 4,8; Gál 3,2), es el Espíritu de Aquel que resucitó a Jesús   de entre los muertos (Rom 8,11), Dios mismo (2 Cor 3,17).

Sin embargo, este término sigue estando cargado de ambigüedad. Mientras que el simbolismo del soplo, del viento, puede hacer pensar   que se trata de un elemento   natural, pneuma significa lo que es diferente de nuestro mundo, sin que por ello se desprecie o se rechace el aspecto material y carnal del mundo en que vivimos. Al contrario, el Espíritu revela el carácter precioso y frágil de este mundo. Le comunica su fuerza transformadora para que se manifieste la presencia misteriosa del Resucitado (2 Cor 3,18).

Este Espíritu se caracteriza por su universalidad: se derrama sobre todos los hombres, gratuitamente. Al revés de la circuncisión, que era una marca   reservada a un pueblo, el sello del Espíritu se imprime en todo ser humano  , sea cual fuere su identidad (hombre o mujer) y su procedencia (judío o pagano) (Ef 1,13).

Pablo intenta mostrar las múltiples funciones del Espíritu. El Espíritu de Dios justifica (1 Tim 3,16), santifica (2 Tes 2,13; Rom 15,16), habla (1 Tim 4,1), enseña (1 Cor 2,13), revela (1 Cor 2,10), da el conocimiento del misterio (Ef 3,5), intercede (Rom 8,26). Anima   y construye el cuerpo del cristiano como cuerpo del Cristo que es la Iglesia (1 Cor 12 y Ef 2,18.22), ya que habita en los corazones y los hombres son su morada (1 Cor 3,16; Rom 8,11; 2 Tim 1,14). El hombre está llamado a dar su adhesión al Espíritu que obra en él, a dejarse llevar por ese movimiento que lo conduce hacia el Padre en Jesucristo.

Si el hombre no puede tener experiencia del Espíritu más que en la fe (2 Cor 5,6-7; Rom 8,16), los efectos del Espíritu son tangibles: la paz  , el gozo, la libertad, la comunión (Rom 8; Gál 5,22-25). En contra de las concepciones gnósticas, los espirituales (pneumatikoi) no están separados del mundo; siguen viviendo en el mundo, aunque sus relaciones con el mundo son diferentes (1 Cor 2,14-15; Gál 6,1). (excertos de "Vocabulario de las epístolas paulinas")


Nicolas Boon

E que é Espírito Santo ? Ele é o Amor em Deus   ou o Deus-Amor. Ele une o Pai e o Filho em um Amor comum. Ele é a Vontade de Amor em Deus. Ele é também aquele que dá a Vida. Nós   o confessamos no Credo. Da mesma maneira que na oração   litúrgica dizemos: “Nosso corpo forma uma unidade   orgânica onde todos os membros estão como presentes uns nos outros, porque ele é um corpo vivo. Um cadáver   perde esta unidade e se decompõe. Aí onde há unidade aparente sem vida, só há, na realidade  , uma uniformidade e é totalmente outra coisa. Pois esta uniformidade quer dizer justaposição de coisas que, aparentemente, se assemelhando, sem qualquer ligação entre elas e como ausentes uns dos outros. Digo coisas que aparentemente se se assemelham, porque, em realidade, uma coisa não é jamais idêntica a uma outra. A beleza consiste na unidade harmoniosa das coisas em sua diversidade.

O Espírito Santo é aquele que dá a Vida. A palavra   Espírito não corresponde a alguma coisa abstrata. A palavra hebraica para Espírito, quer dizer “sopro”. O latim “spiritus” vem de spirare”, soprar. Encontramos esta ideia nas palavras aspirar, respirar, inspirar, expirar, etc. Podemos dizer, de alguma forma, que o Espírito Santo é a Santa Respiração de Deus, pois o Ser é vivente por sua Respiração. Entregar o espírito, ou dar seu último suspiro, quer dizer cessar de viver  . O homem se tornou, segundo a expressão   do Livro do Gênesis: “Alma vivente”, porque Deus lhe insufla uma alma. Toda vida é portanto uma participação   na Respiração de Deus. É por esta razão que a Igreja   ensina que toda alma, no momento da concepção do filho, é criado diretamente por Deus.

A vida não vem de baixo, a partir da matéria que se aperfeiçoaria graças a uma evolução, como acredita certa ciência moderna, mas vem do alto. Ela é um dom de Deus que nos inspira o respeito de toda vida.

O Espírito Santo é ainda a alma da Igreja, pois, segundo Paulo Apóstolo  , a Igreja é o corpo vivente do Cristo. [Excertos de "AU COEUR DE L’ÉCRITURE : MÉDITATIONS D’UN PRÊTRE CATHOLIQUE"]

Roberto Pla

Segundo o terceiro evangelista, quando Jesus tomou a palavra na sinagoga de Nazaré, disse: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu” (Lc 4, 18; Is 61,2). Com seu “recurso” ao AT através   do texto de Isaías, dava testemunho Jesus de que a unção   recebida do Espírito Santo, a qual o convertia em Cristo (ungido), era um ato próprio   do Espírito, e como tal Cristo foi conhecido desde o princípio, e não só em Abraão, senão também em Isaías, quando este “viu sua glória   e falou de Cristo”, e por ele foi enviado  .

Talvez por isso, na parábola do Amigo Importuno, Jesus propõe “buscai e encontrareis”, o que sempre encontrará o homem, em sua busca, é o Espírito Santo, pois segundo se afirma em Lucas, o Espírito é o que o Pai não nega nunca aos que lho pedem.

  • Com certo eufemismo, Mateus chama o Espírito Santo, em lugar paralelo, "coisas boas": "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?" (Mt 7:11).

Mas que significa isso de “receber  ” o Espírito Santo? Segundo se conta no evangelho joanico, os discípulos de Jesus “receberam” o Espírito Santo ao tempo   que eram “enviados”, porém não se diz ali se o Espírito pousou sobre eles e os ungiu, tal como ocorreu com Jesus no Batismo.

No que se refere ao Espírito, o ensinamento do evangelho é muito comprimido e difícil, mas para apreender o duplo sentido do Cristo, que pode ser oculto e manifesto   e que o quarto evangelho enfrenta, devemos aprofundar em seu estudo. Poderemos “ver” então que o duplo sentido em que pode ser “indicado” o Cristo não significa dualidade; senão em todo caso a pluralidade de raios com que pode se oferecer   o Cristo oculto.

Em uma passagem de inestimável valor   didático diz Paulo Apostolo que “o Espírito se une a nosso espírito para dar testemunho de que somos filhos de Deus” (Rm 8,16). O que sem dúvida quer dizer o Apóstolo é que o espírito, a essência   de todo homem, é da mesma natureza do Espírito de Deus; e é esta identidade de natureza com o Espírito a que uma vez consumada nos qualifica a todos os homens como filhos de Deus. Pelo contrário, quando a alma, a consciência   psíquica, ignora sua própria essência e não consuma a realidade dessa identidade de natureza com o Espírito, só se pode dizer desse homem psicofísico que é o filho adotivo de Deus.

  • Esta é a interpretação   que se pode dar a Rm 8,15 que seguimos: “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes com temor, mas recebestes o espírito de adoção, pelo qual clamamos: Abba, Pai!”.

Em ocasiões, esse homem de consciência psíquica “se volta” para o espírito que é ele, seu verdadeiro Ser, mas que não conhece. Então o busca, o invoca, para acalmar sua angústia   de solidão  . No curso dessa tribulação queima a alma todos os materiais grosseiros que a conformam por aderência, em uma fogueira na qual o único incombustível é a essência, o espírito. É este o ponto em que o Espírito se une ao espírito, como o mar reúne a uma única gota de sua mesma água em seu seio. Com isto recebe a alma ao Espírito de Deus, e com ele, o testemunho de sua filiação divina. Por isto diz Paulo: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus” (Rm 8,14).


VIDE: Evangelho de Tomé - Logion 44; Evangelho de Tomé - Logion 92