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Linguagem

segunda-feira 28 de março de 2022

    

VIDE: Alegoria   - ALEGORIA; Fala - FALA; Ideografia - IDEOGRAFIA; Língua - LÍNGUA; Linguagem sobre o homem   - LINGUAGEM SOBRE O HOMEM; Metáfora - METÁFORA; Nome - NOME; Números e Letras - NÚMEROS E LETRAS; Torre de Babel - TORRE DE BABEL


PERENIALISTAS René Guénon: Guenon Linguagem dos Passaros - A LINGUAGEM DOS PÁSSAROS

Luc Benoist  : Benoist Linguagem - LINGUAGEM

Jean Canteins  : «Canteins Misterios Cristicos - MISTÉRIOS E SÍMBOLOS CRÍSTICOS»

Em seu notável livro «Canteins Misterios Cristicos - MISTÉRIOS E SÍMBOLOS CRÍSTICOS», Canteins faz notar que cada ciência está tradicionalmente sob o signo   de um Profeta   — um pouco a maneira pela qual as corporações de ofícios, no Ocidente, se dotaram antigamente de um “patrono”, ordinariamente um Santo e por vezes um Apóstolo, como Lucas   para os artistas pintores. É assim que, segundo Ibn Arabi  , a “Ciência das Letras”, que ele mesmo sabiamente expôs, é uma ciência “îsawî”, quer dizer uma ciência “crística” que se anuncia e é “herdada” de Jesus   (“Ïsâ” no Sufismo).


FILOSOFIA Aldous Huxley  : SABEDORIA DA LINGUAGEM A linguagem, como há muito tempo observou Richard Trench, é inúmeras vezes «muito mais sábia, não simplesmente a linguagem vulgar  , mas até a do mais sábio   daqueles que a falam. Algumas vezes ela capta verdades que antes eram bem conhecidas, mas que foram esquecidas. Em outros casos mantém os germes das verdades que, embora nunca plenamente discernidas, o gênio dos que as vislumbraram capturou num feliz momento de intuição  

Michel Henry  : Michel Henry Verdade - EU SOU   A VERDADE

Nesta inovadora abordagem fenomenológica da verdade da tradição   cristão, Michel Henry oferece na introdução uma análise ímpar da questão historiográfica e da questão da linguagem, enquanto aspectos da maior relevância antes de qualquer abordagem (VIDE Michel Henry Cristianismo - O QUE CHAMAREMOS CRISTIANISMO?).

Michel Henry Palavras do Cristo   - PALAVRAS DE CRISTO
Se em seu discurso sobre ele mesmo, o Cristo se designa como Filho   de Deus  , de «Seu Pai», de mesma natureza que ele, falando em seu nome e dizendo o que seu Pai lhe disse, o que seu pai Diz, então a questão à qual fizemos alusão de cara se estabelece com uma força intacta. O Cristo, em razão   de sua dupla natureza, não se dirige a nós d duas maneiras   diferentes, ora em uma palavra de homem, ora como a Palavra mesmo de Deus? Logo, uma análise crucial destas duas formas de palavra não se impõe, apesar da dificuldade   que levanta? Se nos é fácil hoje em dia falar da linguagem humana, de sua natureza, de sua capacidade de estabelecer entre os homens uma comunicação, e isso em razão do desenvolvimento da filosofia contemporânea da linguagem, a possibilidade de analisar da mesma maneira a Palavra de Deus parece além de nosso alcance. De quais elementos   dispomos aqui? Não seria necessário saber o que é Deus para conhecer «a maneira pela qual nos fala e para compreender esta»? Ou ainda: como uma linguagem que seria aquela de Deus poderia ser bem entendida em nossa linguagem própria? Nesta pretendida linguagem de Deus que adotaria a estrutura   de uma linguagem humana, apreenderíamos sem dúvida o que nos permite captar. Certamente, nas palavras de Cristo anotadas nas Logia e transmitidas pelos Evangelhos  , compreendemos muitas coisas, e coisas impressionantes. Mas a questão suprema não é aprender   "em que esta Palavra é de proveniência e de essência   divinas, e assim de saber, de uma saber invencível, que ela é aquela de Deus com efeito — e de mais ninguém?

Raimon Panikkar  :
Toda linguagem é mais que um som  , porque «diz algo» que está além do dizível. A linguagem é comunicação porque o que comunica ultrapassa a linguagem. A linguagem, com efeito, é a arte de exprimir o inefável. Este inefável é o sentido da linguagem na linguagem mesma.


SIMBOLISMO Richard Temple: Muitas vezes a aproximação de certas ideias filosóficas e místicas associadas ao esoterismo   se dá através de palavras. De acordo com algumas escolas de pensamento, há um nível além que a palavra escrita cessa de ser um veículo útil   para a comunicação de ideias muito elevadas. Neste estágio, que pode ser chamado o nível do silêncio  , as ideias tomam algumas das qualidades de emoção e intuição, qualidade   que procedem em um diferente tempo das funções mentais. Isto é porque os maiores escritos sagrados não são escritos de acordo com as convenções de literatura, e parecem falar em enigmas, cheios de mistérios e enigmas poéticos; estão falando para níveis em nós que estão acima de nossa mente   ordinária.

A limitação   dos livros é que comunicam em uma situação   onde o contato humano entre escritor e o leitor é ausente. Nenhum tem a oportunidade   de levar em conta a experiência, conhecimento, possibilidade espirituais e emocionais do outro. E ainda, para a transmissão de conhecimento mais alto, tal relacionamento é essencial. Além dos estágios preliminares, a transmissão não pode ter lugar sem o ensinamento direto de pessoa   a pessoa (v. Mestre-Discípulo. Cristo, como todos grandes mestres, ensinou oralmente. E aqueles que receberam ensinamento diretamente, também, por sua vez, ensinam oralmente. Disto foi estabelecida a «tradição oral», que é mais importante e mais direta do que a tradição escrita, mas que é invisível   ao historiador.

Um mestre conhece como preparar o solo, sabe quais são os estudos preliminares e exercícios que capacitarão o estudante a compreender ideias mais altas e apreender pensamentos que não podem ser percebidos pela parte ordinária da mente. Como se vê no estudo da Philokalia  , este trabalho   preparatório inclui os lados emocional e físico de um homem assim como o mental. Sem tal equilíbrio, essa abordagem multilateral a mente só não pode garantir que as ideias esotéricas não será distorcida.

A participação   em um mais alto conhecimento está condicionada por uma estado   de ser mais alto. Neste nível as palavras têm um valor   diferente daquele que têm em nosso nível ordinário. Podem ser veículos para um certo nuance de sentimento, um momento de insight   ou intuição, uma emanação   de uma energia psíquica altamente refinada. Tendo servido seu propósito são instantaneamente dispensadas; é a energia, e não as palavras, que podem continar a agir positivamente.