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segunda-feira 28 de março de 2022

    

VIDE: AVIDYA  , GNOSIS, EPISTEME, CONHECIMENTO; CITAÇÕES E COMENTÁRIOS

EVANGELHO DE JESUS  : Atos 3:17; Atos 17:30; Ef 4:18; 1Ti 1:13; 1Pe 1:14; 1Pe 2:15


Cristologia Citações dos Padres — em nosso site francês

MESTRE ECKHART  : Excertos do glossário do tradutor, Enio Paulo Giachini, da ótima versão portuguesa dos «Sermões Alemães» de Mestre Eckhart

NESCIÊNCIA (UNWISSENHEIT)
Trata-se não somente da ausência   do saber que pode ser eliminada com um saber posterior  , mas sim uma espécie de impossibilidade de saber no sentido de total cegueira   em referência a certas dimensões. Portanto, trelas. Para saber, aqui devemos ser tocados pela coisa ela mesma. Assim, saber é sabor  . Conhecer é receber  .

Jean-Claude Larchet  : Philokalia  -Therapeutes - TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS

El carácter patológico del orgullo tiene también otros caracteres. Hay, en la base de todas las formas de esta pasión — señalan los Padres da Igreja   - Padres — una ignorancia. «No es el conocimiento el que conduce al vértigo del orgullo, sino la ignorancia», afirma s. Juan Crisóstomo. Esta ignorancia, evidentemente, es en primer lugar ignorancia de Dios. «El principio del orgullo es desconocer al Señor», se lee en el Eclesiastés (Qo. 10, 12), enseñanza que s. Juan Crisóstomo cita repetidas veces. Esta ignorancia primera engendra en el orgulloso una Delírio - percepción delirante de la realidad. El primer daño que sufre el que está sometido al orgullo «es estar cegueira - ciego y perder la rectitud de su juicio», constata Gregório Magno - s. Gregorio el Grande. Y s. Juan Crisóstomo dice en el mismo sentido que «el que está atrapado por esta pasión pierde, por así decirlo, la lucidez de las percepciones».


Perenialistas Roberto Pla  : Evangelho de Tomé - Logion 106 Na transformação   da consciência   se dá um fato que não é difícil de experimentar e reconhecer porque é comum: quando o conhecimento aparece, a ignorância se dissipa, “como fumaça”, tal como o aponta Isaías quanto a alma   e seus conteúdos.

Aonde vai então a ignorância? Ou melhor, porque teria que ser a ignorância uma entidade objetiva, existente, com independência do não conhecer, quer dizer, do ignorante? É possível que esta transformação seja explicada por muitos como uma consequência da dualidade   conhecimento-ignorância, mas certamente, ambos “princípios” não são coexistentes e jamais há tensão entre eles, nem poderia haver, porque não se conhecem, nem se encontram. É a consciência — somente a consciência — a que “passa” do ignorar ao conhecer e com isso se transforma. (vide Trevas)

Ananda Coomaraswamy  : Coomaraswamy Teoria   Beleza - TEORIA MEDIEVAL DA BELEZA
Ignorantia = sáns. avidya, «ciência - conocimiento de», ciência - conocimiento objetivo, empírico, relativo. Cf. Brhadaranyaka Upanishad   IV.4.19, «Sólo con el Intelecto   (manasa ) puede verse que “No hay ninguna pluralidad en Él”»; y Katha Upanishad   IV.14, «De la misma manera que el agua llovida sobre una elevada cima corre aquí y allá (vidhavati = errat ) entre las colinas, así el que ve los principios en la multiplicidad (dharmany prthak pasyam) va tras de ellos (anudhavati = vagatur)». El errantium de Coomaraswamy De pulchri - Ulrich = sánscrito samsarasya.

Andre Allard - Allard l’Olivier  : L’ILLUMINATION DU COEUR
Nenhuma criatura existe do único fato que ela é isto que ela é, a saber uma certa essência; mas todas, segundo as aparências inerentes ao criado, existem em virtude do Existir divino. Como, em virtude deste Existir, existem as criaturas minerais, vegetais e animais  , não saberia dizer; mas como existe a criatura humana, é o que vejo claramente em razão da experiência que disto fiz. O homem   existe do Existir divino na medida que este Existir, comparado a uma luz, se reflete na face   interna da mente   — o intelecto agente   — à maneira pela qual o sol comunica sua luz ao espelho   que o reflete. E da mesma maneira que a luz   refletida pelo espelho é tão intensa quanto a luz do sol que aí se reflete, assim também o reflexo do Existir divino na face interna da mente faz resplandecer existencialmente esta face tão intensamente quanto Deus   que aí se mira. Toda a unidade   de Deus e da Criatura humana, de que fala Ruysbroeck  , mantém-se nesta realidade que é a luz divina e, ao mesmo tempo, a recepção desta luz pela face que a mente lhe oferece. Ora, a criatura humanaignora ordinariamente que ela não existe senão em razão do Existir divino e que seu intelecto agente é esta morada   da luz. Ela não tem nenhuma consciência de ser um intelecto ativo; com mais forte   razão, não tem nenhuma consciência da «ativação» da face interna de sua mente operada por Deus. E enquanto se encontra mergulhada nesta ignorância, a criatura humanacrê que ela existe por ela mesma, somente pelo fato de que ela é isto que ela é: crença errônea e fatal, que está na origem   da soberba   humana e por consequência de todos os males de que os mortais   são afligidos.