PhiloSophia

PHILO = Apreço + SOPHIA = Compreensão

Version imprimable de cet article Version imprimable

Accueil > Oriente > Nisargadatta : basta saber que "você" não é

I AM THAT

Nisargadatta : basta saber que "você" não é

1 - O SENTIDO DE ‘EU SOU’

mercredi 22 janvier 2020

Saliba & Marazzi

Pergunta : Faz parte da experiência cotidiana que, ao despertarmos, o mundo? repentinamente apareça. De onde ele vem ?

Maharaj : Antes que qualquer coisa passe a existir, deve haver alguém a quem ela apareça. Todos os aparecimentos e desaparecimentos pressupõem uma mudança em relação a um fundo imutável.

P : Antes de despertar, eu estava inconsciente.

M : Em que sentido ? No de haver esquecido ou no de não ter experienciado ? Você não experiencia mesmo quando inconsciente ? Você pode existir sem conhecer ? Um lapso na memória é uma prova de inexistência ? E você pode falar legitimamente sobre sua própria inexistência como uma experiência real ? Você nem mesmo pode dizer que sua mente? não existia. Não despertou ao ser chamado ? E, ao despertar, não foi o sentido de ‘eu sou?’ que surgiu primeiro ? Alguma semente de consciência? deve ter existido mesmo durante o sono ou o desmaio. Ao despertar, a experiência passa a funcionar : ‘Eu sou - o corpo - no mundo’. Pode parecer que ela surja na sequência, mas, de fato, tudo é simultâneo, uma única ideia de ter um corpo em um mundo. Pode haver a sensação de ‘eu sou’ sem ser uma pessoa ou outra ?

[...]

P : Que benefício há em saber que não sou o corpo ?

M : Mesmo dizer que você não é o corpo não é totalmente verdadeiro. Em certo modo, você é todos os corpos, corações e mentes, e muito mais. Aprofunde-se no sentido de ‘eu sou’ e você descobrirá. Como você encontra uma coisa que você perdeu ou esqueceu ? Você a mantém em mente até que a lembre. O sentido de ser, de ‘eu sou’, é o primeiro a emergir. Pergunte-se de onde ele vem ou simplesmente observe-o tranquilamente. Quando a mente permanece no ‘eu sou’, sem mover-se, você entra num estado que não pode ser verbalizado, mas pode ser experienciado. Tudo o que necessita fazer é tentar e tentar novamente. Afinal de contas, o sentido de ‘eu sou’ está sempre com você, apenas você acrescentou a ele todo tipo de coisas - corpo, sentimentos?, pensamentos, ideias, posses, etc. Todas estas autoidentificações são enganosas. Devido a elas, você aceita ser o que não é.

P : Então, o que sou eu ?

M : É suficiente saber o que você não é. Você não necessita saber o que você é. Porque, enquanto o conhecimento? significar descrição em termos do já conhecido, perceptual, ou conceitual, não poderá haver conhecimento de si mesmo, pois tudo o que você é não pode ser descrito, exceto como negação total. Tudo que você pode dizer é : ‘Eu não sou isto, eu não sou aquilo’ ; você não pode dizer significativamente ‘isto é o que sou’. Simplesmente não tem sentido. O que você pode assinalar como ‘isto’ ou ‘aquilo’ não pode ser você mesmo.

Certamente, você não pode ser ‘outra coisa’. Você não é nada que possa ser percebido ou imaginado. E, ainda assim, sem você não pode haver nem percepção nem imaginação. Você observa o coração sentindo, a mente pensando, o corpo atuando - o próprio ato de perceber mostra que você não é o que você percebe. Pode haver percepção ou experiência sem você ? Uma experiência tem que ‘pertencer’ a alguém. Alguém deve vir e proclamá-la como própria. Sem um experienciador, a experiência não é real. O experienciador é o que dá realidade à experiência. Uma experiência que você não possa ter, que valor tem para você ?

P : O sentido de ser o experienciador, o sentido de ‘eu sou’, não é também uma experiência ?

M : Obviamente, tudo o que se experimenta é uma experiência. E, em cada experiência, surge seu experienciador. A memória cria a ilusão? de continuidade. Na realidade, cada experiência tem seu próprio experienciador, e o sentido de identidade se deve ao fator comum na raiz de todas as relações entre experienciador e experiência. A identidade e a continuidade não são a mesma coisa. Exatamente como cada flor tem sua cor própria, mas todas as cores são causadas pela mesma luz?, do mesmo modo aparecem muitos experienciadores na Consciência não separada e indivisível, cada um separado na memória, mas idêntico em essência. Esta essência é a raiz, o fundamento, a ‘possibilidade’ atemporal e ilimitada de toda experiência.

P : Como posso chegar a ela ?

M : Você não necessita chegar a ela, pois você é ela. Se você lhe der uma oportunidade, chegará a você. Abandone seu apego ao irreal e o real aparecerá por si mesmo, suave e tranquilamente. Deixe de imaginar-se sendo ou fazendo isto ou aquilo, e a percepção de que você é a fonte e o coração de tudo despontará em você. Com isto surgirá um grande amor que não será escolha ou predileção, nem apego, mas um poder que torna todas as coisas queridas e dignas de amor.

Français

Q : Avant de m’éveiller j’étais inconscient.

M : Dans quel sens ? D’avoir oublié, ou de n’avoir rien ressenti ? Même inconscient, ne ressentez-vous rien ? Pouvez-vous exister? sans connaître ? Un trou de de mémoire est-il une preuve de non-existence ? Et pouvez-vous vraiment. parler de votre propre non-existence comme d’une expérience réelle ? Vous ne pouvez même pas dire que votre mental n’existait pas. Est-ce un appel qui vous a réveillé ? Et en vous réveillant n’est-ce pas la sensation « je suis » qui s’est d’abord manifestée ? Une sorte de graine de conscience devait exister, même pendant votre sommeil ou votre évanouissement. Au réveil l’expérience se déroule ainsi « Je suis... le corps... dans le monde ». Cela peut avoir l’apparence d’une succession, mais, en fait, il y a simultanéité : l’idée d’avoir un corps dans le monde. Peut-il y avoir la sensation du « je suis » s’il n’y a pas quelqu’un ou quelque autre chose? ?

[...]

M : N’est-il pas important pour vous de savoir si vous n’êtes qu’un simple corps ou quelque chose d’autre ? Ou peut-être rien du tout ? Ne voyez-vous pas que tous vos problèmes sont ceux de votre corps nourriture, vêtements, maisons, amis, nom, réputation, sécurité, survie, tout cela perd son sens quand vous réalisez que vous pouvez ne pas être qu’un simple corps.

Q : Quel bénéfice tirerai-je de savoir que je ne suis pas ce corps ?

M : Même dire que vous n’êtes pas le corps n’est pas tout à fait vrai. D’une certaine manière vous êtes tous les corps, les cœurs, les esprits, et bien plus encore. Plongez profondément dans la sensation je suis et vous trouverez. Comment retrouvez-vous une chose égarée ou oubliée ? Vous la gardez présente à l’esprit jusqu’à ce qu’elle vienne à vous. La sensation d’être, du je suis est la première à émerger. Demandez-vous d’où elle vient, ou contentez-vous de la contempler avec calme. Lorsque le mental se fixe, immobile, sur je suis vous entrez dans un état que vous ne pouvez exprimer mais que vous pouvez expérimenter. Tout ce que vous avez à faire, c’est d’essayer sans relâche. Après tout, cette sensation je suis vous est toujours présente, mais vous y avez greffé toutes sortes de choses corps, sentiments, pensées, opinions, possessions intérieures ou extérieures, etc. A cause d’elles, vous vous prenez pour ce que vous n’êtes pas.

Q : Mais alors que suis-je ?

M : Il vous suffit de savoir ce que vous n’êtes pas. Vous n’avez pas besoin de savoir ce que vous êtes. Car tant que connaissance signifie description en fonction de ce qui est déjà connu, perceptions ou concepts, il ne peut y avoir connaissance de soi, car ce que vous êtes ne peut être décrit que comme une négation de tout. Tout ce que vous pouvez dire c’est Je ne suis pas ceci, je ne suis pas cela vous ne pouvez raisonnablement dire : « Voilà ce que je suis ». Cela n’a tout simplement aucun sens. Ce que vous pouvez désigner par « ceci » ou « cela » ne peut pas être vous. Pas plus que vous ne pouvez être « quelque chose d’autre ». Vous n’êtes rien d’imaginable. Cependant, sans vous, il ne peut y avoir ni perception ni imagination. Vous observez votre cœur sentir, votre mental penser, votre corps agir? ; le fait même de percevoir montre que vous n’êtes pas ce que vous percevez. Peut-il y avoir expérience ou perception sans vous ? Une expérience « doit appartenir à » Quelqu’un doit venir la réclamer comme sienne. Sans l’expérimentateur l’expérience n’a pas de réalité?. C’est l’expérimentateur qui donne sa réalité à l’expérience. De quelle valeur serait pour vous une expérience que vous ne pourriez pas avoir ?

Q : La sensation d’être expérimentateur, la sensation du je suis n’est-ce pas aussi une expérience ?

M : Évidemment toute chose expérimentée est une expérience. Et chaque expérience manifeste son expérimentateur. La mémoire crée l’illusion de la continuité. En réalité chaque expérience a son propre expérimentateur et l’impression d’identité est due au facteur commun qui est à la racine de toute relation expérienceéxpérimentateur. Identité et continuité ne sont pas la même chose. De même que chaque fleur possède sa couleur propre mais que toutes les couleurs sont causées par la même lumière, des expérimentateurs apparaissent dans la conscience pure indivisée et indivisible, séparés dans la mémoire, identiques dans leur essence. Cette essence est la racine, la base, la possibilité intemporelle et non-spatiale pour toute expérience d’apparaître.

Q : Comment puis-je l’atteindre ?

M : Vous n’avez pas à l’atteindre, vous l’êtes. Cela viendra à vous si vous lui donnez une chance. Débarrassez-vous de votre attachement à l’irréel et le réel prendra sa place rapidement et sans heurt. Cessez d’imaginer que vous existez, ou que vous faites ceci ou cela, et vous réaliserez que vous êtes la source et le cœur de toute chose. Il vous viendra alors un grand amour qui ne sera ni un choix, ni une prédilection, ni un attachement, mais un pouvoir qui rend toute chose aimable et digne d’amour.

Español

Interlocutor : Es su hecho de experiencia diaria que al despertar el mundo aparece repentinamente. ¿De dónde viene ?

Maharaj : Antes de que algo pueda venir a ser debe haber alguien a quien venga. Toda aparición y desaparición presupone un cambio respecto a un trasfondo sin cambio.

Int : Antes de despertar yo era inconsciente.

Mah : ¿En qué sentido ? ¿Por haber olvidado o por no haber experimentado ? ¿No experimenta usted aunque esté inconsciente ? ¿Puede usted existir sin conocer ? Un lapso en la memoria : ¿es una prueba de no existencia ? ¿y puede usted hablar válidamente sobre su propia no existencia como una experiencia efectiva ? Usted no puede decir siquiera que su percepción no existía. ¿No se despertó usted al ser llamado ? Y al despertar, ¿no fue la sensación de « yo soy » lo que vino primero ? Alguna semilla de consciencia debe haber estado existiendo incluso durante el sueño o el desvanecimiento. Al despertar la experiencia se desarrolla así : « Yo soy —el cuerpo— en el mundo ». Puede parecer que surge en sucesión pero de hecho es todo simultáneo, una única idea de tener un cuerpo en un mundo. ¿Puede haber la sensación de « yo soy » sin ser alguien ?

[...]

Mah : ¿No es importante para usted saber si es un mero cuerpo, o algo diferente ? ¿O, quizás nada en absoluto? ? No ve usted que todos sus problemas son problemas de su cuerpo —comida, vestido, cobijo, familia, amigos, nombre, fama, seguridad, supervivencia— todos estos pierden su significado en el momento en que usted se da cuenta de que no puede ser un mero cuerpo.

Int : ¿Qué beneficio hay en saber que yo no soy el cuerpo ?

Mah : Decir que usted no es el cuerpo no es completamente cierto. En un sentido usted es todos los cuerpos, corazones y mentes y mucho más. Profundice dentro de la sensación de « yo soy » y encontrará. ¿Cómo encuentra usted una cosa que ha perdido u olvidado ? La mantiene en su mente hasta que la recupera. La sensación de ser, de « yo soy » es lo primero que emerge. Pregúntese de dónde viene, o sólo obsérvela con calma. Cuando la mente permanece en el « yo soy » sin moverse, usted entra en un estado que no puede ser verbalizado pero que puede ser experimentado. Todo lo que necesita hacer es insistir una y otra vez. Después de todo la sensación de « yo soy » está siempre con usted, sólo que usted le ha adjuntado todo tipo de cosas —cuerpo, sensaciones, pensamientos, ideas, posesiones etc. Todas esas auto-identificaciones son extraviatorias. Debido a ellas usted se toma por lo que no es.

Int : ¿Entonces qué soy yo ?

Mah : Es suficiente saber lo que usted no es. Usted no necesita saber lo que usted es. Puesto que, mientras que conocimiento signifique descripción en términos de lo que ya se conoce, ya sea por percepción, o por conceptualización, no puede haber ninguna cosa tal como conocimiento de sí mismo, pues lo que usted es no puede ser descrito, excepto como negación total. Todo lo que puede decir es : « yo no soy esto, yo no soy eso », usted no puede decir a sabiendas « esto es lo que yo soy ». Eso es una insensatez. Lo que puede señalar como « esto » o « eso » no puede ser usted mismo. Ciertamente, usted no puede ser otro « algo ». Usted no es nada perceptible o imaginable. Sin embargo, sin usted no puede haber ni percepción ni imaginación. Usted observa al corazón sentir, a la mente pensar, al cuerpo actuar ; el acto mismo de percibir muestra que usted no es lo que percibe. ¿Puede haber percepción, experiencia, sin usted ? Una experiencia debe « pertenecer ». Alguien debe venir y declararla como suya propia. Sin un experimentador la experiencia no es real. Es el experimentador el que imparte realidad a la experiencia. Una experiencia que usted no puede tener, ¿de qué valor es para usted ?

Int : La sensación de ser un experimentador, la sensación de « yo soy », ¿no es también una experiencia ?

Mah : Obviamente, toda cosa experimentada es una experiencia. Y en toda experiencia surge el experimentador de ella. La memoria crea la ilusión de la continuidad. En realidad cada experiencia tiene su propio experimentador y la sensación de identidad se debe al factor común en la raíz de todas las relaciones experimentador-experiencia. Identidad y continuidad no son lo mismo. De la misma manera que cada flor tiene su propio color, aunque todos los colores son causados por la misma luz, así muchos experimentadores aparecen en la presenciación indivisa e indivisible, cada uno separado en la memoria, idéntico en la esencia. Esta esencia es la raíz, el fundamento, la « posibilidad » atemporal y aespacial de toda experiencia.

Int : ¿Cómo puedo llegar a ella ?

Mah : No necesita llegar a ella, pues usted lo es. Ella vendrá a usted si le da una oportunidad. Abandone su apego a lo irreal y lo real caerá en su propia cuenta rápida y suavemente. Deje de imaginarse que usted es o que usted hace esto o aquello y la comprehensión de que usted es la fuente y el corazón de todo amanecerá en usted. Con esto vendrá un gran amor que no es elección o predilección, ni apego, sino un poder que hace a todas las cosas dignas de amor y amables.

Original

Q : Before waking up I was unconscious.

M : In what sense ? Having forgotten, or not having experienced ? Don’t you experience even when unconscious ? Can you exist without knowing ? A lapse in memory : is it a proof of nonexistence ? And can you validly talk about your own nonexistence as an actual experience ? You cannot even say that your mind did not exist. Did you not wake up on being called ? And on waking up, was it not the sense ‘I am’ that came first ? Some seed consciousness must be existing even during sleep, or swoon. On waking up the experience runs : ‘I am — the body — in the world.’ It may appear to arise in succession but in fact it is all simultaneous, a single idea of having a body in a world. Can there be the sense of ‘I am’ without being somebody or other ?

[...]

M : Is it not important to you to know whether you are a mere body, or something else ? Or, maybe nothing at all ? Don’t you see that all your problems are your body’s problems — food, clothing, shelter, family, friends, name, fame, security, survival — all these lose their meaning the moment you realize that you may not [2] be a mere body.

Q : What benefit there is in knowing that I am not the body ?

M : Even to say that you are not the body is not quite true. In a way you are all the bodies, hearts and minds and much more. Go deep into the sense of ‘I am’ and you will find. How do you find a thing you have mislaid or forgotten ? You keep it in your mind until you recall it. The sense of being, of ‘I am’ is the first to emerge. Ask yourself whence it comes, or just watch it quietly. When the mind stays in the ‘I am’, without moving, you enter a state which cannot be verbalized but can be experienced. All you need to do is to try and try again. After all the sense ‘I am’ is always with you, only you have attached all kinds of things to it — body, feelings, thoughts, ideas, possessions etc. All these self-identifications are misleading. Because of them you take yourself to be what you are not.

Q : Then what am I ?

M : It is enough to know what you are not. You need not know what you are. For, as long as knowledge means description in terms of what is already known, perceptual, or conceptual, there can be no such thing as self-knowledge, for what you are cannot be described, except as total negation. All you can say is : ‘I am not this, I am not that’. You cannot meaningfully say ‘this is what I am’. It just makes no sense. What you can point out as ‘this’ or ‘that’ cannot be yourself. Surely, you can not be ‘something’ else. You are nothing perceivable, or imaginable. Yet, without you there can be neither perception nor imagination. You observe the heart feeling, the mind thinking, the body acting ; the very act of perceiving shows that you are not what you perceive. Can there be perception, experience, without you ? An experience must ‘belong’. Somebody must come and declare it as his own. Without an experiencer the experience is not real. It is the experiencer that imparts reality to experience. An experience which you cannot have, of what value is it to you ?

Q : The sense of being an experiences, the sense of ‘I am’, is it not also an experience ?

M : Obviously, every thing experienced is an experience. And in every experience there arises the experiencer of it. Memory creates the illusion of continuity. In reality each experience has its own experiencer and the sense of identity is due to the common factor at the root of all experiencer-experience relations. Identity and continuity are not the same. Just as each flower has its own colour, but all colours are caused by the same light, so [3] do many experiencers appear in the undivided and indivisible awareness, each separate in memory, identical in essence. This essence is the root, the foundation, the timeless and spaceless ‘possibility’ of all experience.

Q : How do I get at it ?

M : You need not get at it, for you are it. It will get at you, if you give it a chance. Let go your attachment to the unreal and the real will swiftly and smoothly step into its own. Stop imagining yourself being or doing this or that and the realization that you are the source and heart of all will dawn upon you. With this will come great love which is not choice or predilection, nor attachment, but a power which makes all things love-worthy and lovable.


Voir en ligne : I AM THAT