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segunda-feira 28 de março de 2022

    

VIDE: VIRTUDE; KAKIA  ; PATHOS  ; [http://hyperlexikon.hyperlogos.info/modules/lexico/entry.php?entryID=102">TRADIÇÃO FILOSÓFICA GREGA


EVANGELHO DE JESUS  : Filipenses 4:8; 1Pe 2:9; Pe 1:3-7
As chamadas «virtudes cardeais» são as quatro virtudes destacadas na República   Livro IV de Platon   - Platão: phronesis   - sabedoria   prática (ou prudência), andreia   - coragem, dike   - justiça, e sophrosyne   - temperança (ou autodomínio  ). Estas foram posteriormente incorporadas na teologia cristã. Teólogos cristão tradicionalmente sustentaram que o conhecimento destas virtudes não requerem revelação especial.
Filosofia Antiga António Caeiro  : A ARETE   COMO POSSIBILIDADE EXTREMA DO HUMANO A presentificação das situações patológicas de sofrimento   (lype  ) e de prazer (hedone  ) permite-nos fazer a identificação da estrutura   prática, localizando-a numa dimensão irreal. Uma tal presentificação permite-nos igualmente perceber que a eclosão da excelência (arete) se verifica num plano atemático que não está dado à partida. O ponto de vista que põe a descoberto a excelência (arete) da situação   humana (praxis) ultrapassa a potência de toda e qualquer aparição patológica e procura dar compreensão às situações de cada vez criadas. As nossas análises permitem a concretização fenomenal do sentido da excelência (arete) em Platão como sendo organização estrutural (taxis  ) e ordenação constitutiva (kosmos  ).
Cristologia [http://lesvoies.free.fr/spip/mot.php?id_mot=76">PADRES DA IGREJA   - em nosso site em francês

Mestre Eckhart  : Eckhart - vontade e virtudes - ECKHART - VONTADE E VIRTUDES


Philokalia   Santo Antão: Antonius   Conduta Virtuosa - CONDUTA VIRTUOSA

Teofano o Recluso  : Teofano Virtudes - VIRTUDES

Jean-Claude Larchet  : Philokalia-Therapeutes - TERAPÊUTICA DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS

La katartismos   - perfección relativa que poseía el hombre cuando fue creado, no consistía solamente en la simple capacidad que le conferían sus facultades de anakrasis   - unirse a Dios: Adán   fue creado realizando ya en cierta medida la semejanza con Dios que tenía por misión realizar. Desde sus orígenes  , se encontraba vuelto hacia Dios y poseía, en su naturaleza misma creada a imagen de Dios, todas las virtudes. Gregorio de Nissa - S. Gregorio de Nisa escribe: «El hombre ha sido hecho a imagen de Dios que, equivale a decir: (Dios) hizo a la naturaleza humana partícipe de todo bien (...) Por ello, en nosotros están todas las formas del bien, toda virtud, toda sabiduría, y todo lo mejor que podemos pensar  ». Doroteo de Gaza   - S. Doroteo de Gaza enseña del mismo modo: «Dios ha hecho al hombre a su imagen, es decir (...) adornado de toda virtud» Y João Damasceno - s. Juan Damasceno: «Dios ha hecho al hombre (...) adornado de toda virtud y rico en todo bien». S. Máximo apunta igualmente: «Las virtudes son inherentes al alma   desde la creación».

Así, el hombre es virtuoso por naturaleza. «Por naturaleza poseemos las virtudes, que nos han sido dadas por Dios. Cuando creó al hombre, Dios las puso en él»; «Dios nos ha dado de este modo las virtudes con la naturaleza», precisa s. Doroteo de Gaza. «La virtud está en el alma naturalmente», señala s. Isaac el Sirio. «Las virtudes son naturales al hombre», escribe del mismo modo João Damasceno - s. Juan Damasceno.
Os Padres, destacando particularmente o fato que as virtudes são inerentes à natureza própria do homem  , e não qualidades que lhe seriam, de uma maneira ou outra, sobrepostas, têm a este respeito uma concepção dinâmica: as virtudes não são dadas ao homem plenamente realizadas; elas pertencem a sua natureza na medida que está na finalidade desta realizá-las, enquanto constituem a realização   e a perfeição desta natureza. Mas sua realização supõe a participação   ativa do homem ao desígnio de Deus  , a colaboração de todas as suas faculdades   à vontade divina, a livre abertura de seu ser integral à graça   de Deus. O homem foi criado com a possibilidade de realizar estas virtudes, e começando a realizá-las. Ela as possuía em germe. Mas lhe pertence o gesto de fazê-las crescer para conduzi-las a sua realização. É neste sentido que os Padres da Igreja compreendem o mandamento   divino dado a Adão e Eva: «Crescei e multiplicai-vos» (Gen 1,28). E por isto dizem que no Paraíso   «o homem era pequenino  , pois era criança, e devia em se desenvolvendo alcançar o estado   adulto» (Irineu de Lião  , Demonstração da Fé Apostólica). É para manifestar este caráter dinâmico da aquisição das virtudes e da theosis   - deificação, que a maioria do Padres da Igreja, diferentemente de Gregório de Nissa, distinguem Imagem e Semelhança   - a Imagem e a Semelhança.


Perenialistas Julius Evola  : L’ARC ET LA MASSUE

A «virtude» no sentido moderno nada tem a ver com a virtus antiga. Virtus designava a força de caráter, a coragem, a proeza, a firmeza viril. Este termo derivava de vir, o homem verdadeiro, não o homem em um sentido geral e naturalista. O mesmo termo tomou, na língua moderna, um sentido essencialmente moralista, frequentemente associado a preconceitos de ordem   sexual, a ponto que se referindo a ele, Vilfredo Pareto forjou o termo «virtuismo» para designar a oral burguesa puritana e sexofóbica. Quando se diz uma «pessoa   virtuosa», pensa-se hoje em dia a algo de bem diferente disto que podiam significar por exemplo, com a ajuda   de uma reiteração eficaz, expressões como esta: vir virtute praeditus. Não é raro que a diferença   se transforma em oposição. Com efeito, uma alma forte  , confiante, intrépida, heroica é o contrário do que quer dizer uma pessoa «virtuosa» no sentido moralista e conformista moderna.

O sentido virtus como força eficiente não se manteve senão em certas locuções particulares: a «virtude» de uma planta   ou de um medicamento, «em virtude» disto ou daquilo.