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segunda-feira 28 de março de 2022

      

VIDE: razão - RAZÃO; NOUS; LOGISTIKON  ; NOESIS  ; NOETON


Filosofia: VOCABULÁRIO DA FILOSOFIA
Philokalia   Glossário da versão francesa Atividade   da inteligência - nous -.
Cristologia Tomás de Aquino   "A razão, porém, difere do intelecto como da unidade   a multidão. . . É realmente próprio da razão difundir  -se a respeito de muitas coisas, e delas coligir um só conhecimento simples... O intelecto, pelo contrário, começa considerando uma só e simples verdade, e nela assume o conhecimento de toda a multiplicidade" In Boeth. de Trin., 6, 1 c; "Inteligir é, com efeito, simplesmente apreender uma verdade inteligível; raciocinar, porém, é ir de uma coisa inteligida à outra a fim de conhecer uma verdade inteligível" Summa th., I, 79, 8; "Mas a palavra intelecto é tirada da íntima penetração da verdade, ao passo que o termo razão provém da inquisição e do discurso", Summa th., II. II, 49, 5 ad 3. Sobre isso, JOH. B. LOTZ, "Verstand nnd Vernunft bei Thomas von Aquin, Kant   und Hegel  ", Der Mensch im Sein, Freiburg im Breisgau, 1967, pp. 76-98.

Nicolau de Cusa  : Da Douta Ignorância - DA DOUTA IGNORNCIA

O conhecimento sensível   é um conhecimento restrito, pois a sensação só alcança o particular. O conhecimento intelectual é universal  , porque comparado com o conhecimento sensível, existe absolutamente e separado da restrição particular. Porém a sensação está restrita de diversos modos  , segundo diversos graus, restrição de onde nascem as diversas espécies ds seies vivos, segundo o grau de nobreza e de perfeição; e embora a sensação não se eleve ao grau simplesmente máximo, como antes mostramos, no entanto, na espécie que é mais alta em ato no gênero   da Animalidade, a espécie humana, a sensação produziu um animal   que, ainda que sendo animal, é também entendimento. Com efeito, o homem   é entendimento pessoal, visto que a restrição sensível apoia-se, estando-lhe subordinada, na natureza intelectual, e esta é uma certa maneira de ser, divina, separada, abstrata, enquanto a natureza sensível é temporal e corruptível conforme a sua essência. Por longínqua que seja a comparação, assim se deve considerar Jesus  : a humanidade apoia-se hipostaticamente em sua divindade, visto que não poderia ser máxima em sua plenitude   de outro modo.

Pois o entendimento de Jesus, que é perfeito, existente plenamente cm ato, só pode apoiar-se hipostaticamente, de um modo pessoal, no entendimento divino, único que é todo em ato. Com efeito, o entendimento de todos os homens pode ser todas as coisas, passando gradualmente da potência ao ato, de maneira que quanto maior for o ato, tanto menor será sua potência. Porém o entendimento máximo, que é fim supremo da potência de toda natureza intelectual, só pode existir plenamente em ato se é entendimento na medida em que é igualmente Deus  , que é todas as coisas em tudo; a natureza humana é o polígono inscrito em um círculo e o círculo, a natureza divina; se o polígono fosse tão grande quanto o passa ser, não existiria por si mesmo   com seus ângulos definidos mas na figura do círculo, e não teria assim figura própria para existir, figura que se pudesse separar, com o pensamento que fosse, da figura eterna do círculo.

A maximidade da perfeição da natureza humana alcança-se nas coisas essenciais e substanciais: portanto, no que concerne ao entendimento, de quem é escravo   tudo o que corresponde ao corpo. E, por conseguinte, o homem perfeito   até o máximo não se deve elevar nas coisas acidentais mas nas que se referem ao entendimento. Não se pode pedir a um gigante ou a um anão que um tenha a estatura, a cor, a forma, etc, do outro. Só se pode exigir uma coisa: que o corpo evite suficientemente os extremos para ser um instrumento perfeitamente próprio da natureza intelectual, à qual deve obedecer e submeter-se sem réplica, sem murmuração, sem fadiga  .

Nosso Jesus, em quem se ocultaram todos os tesouros da ciência da sabedoria  , inclusive durante sua permanência no mundo, como uma luz nas trevas, teve, segundo cremos (de acordo com a tradição dos santos testemunhos de sua vida), um corpo perfeito e perfeitamente apto   para esse fim da natureza intelectual levada a seu mais alto grau.


Perenialistas Frithjof Schuon  : Schuon Esoterismo Principio Via - O ESOTERISMO   COMO PRINCÍPIO E COMO VIA No conhecimento, deve-se estabelecer uma distinção entre o aspecto de analogia   e o de identidade, pois aí encontraremos a diferença   fundamental entre o pensamento racional e a inspiração intelectual, no sentido próprio e exato deste adjetivo. O aspecto de analogia é o da descontinuidade entre o centro   e a periferia: as coisas criadas, inclusive os pensamentos - portanto, tudo aquilo que constitui a manifestação cósmica -, estão separadas do Princípio; as realidades transcendentes apreendidas pelo pensamento estão separadas do sujeito   pensante. Isto significa que o conhecimento racional ou mental é como um reflexo separado de sua fonte luminosa, reflexo este, no entanto, exposto a todos os tipos de perturbações subjetivas.