Página inicial > Imaginal > ageneton

ageneton

segunda-feira 28 de março de 2022

    

EVANGELHO DE JESUS  : vis e ignóbeis = ageneton (1Co 1:28); sem genealogia = agenealogetos (Heb 7:3)


TABS(name=«ageneton» tabs=«Cristologia - Filosofia - Perenialistas») Cristologia Padres da Igreja - em nosso site francês
Philokalia   Santo Antão El intelecto   (nous) que está en el alma   (psyche) pura y amante de Dios, en realidad ve al Dios increado, invisible e inexpresable (apophasis  ), el único puro (katharotes) para los puros de corazón (kardia  ). Advertencias Sobre La Índole Humana Y La Vida Buena

Jean Meyendorff
Na terminologia de Gregório Palamas, como na dos padres gregos, é o caráter não-criado que distingue essencialmente Deus   dos seres. A condição própria dos seres é o estado   criado - geneton - e quando transcendem seu próprio domínio   comungando com Deus, é uma vida não-criada à qual participam. (St. Grégoire - Gregorio Palamas, Jean Meyendorff. Seuil, 1976)

Ysabel de Andia  : Mystiques d’Orient et d’occident

Basílio retomará o raciocínio de Atanásio contra Eunomo que queria estabelecer uma diferença   de natureza entre o não-engendrado, o Pai  , único verdadeiro Deus, e o Filho, o engendrado que seria, deste fato, inferior   ao Pai e posterior   a Ele:

“O Filho é dito e é imagem engendrada, é resplandecimento da glória   de Deus... não à título de posse ou de qualidade  , mas ele é substância   vivente e atuante e resplandecimento da glória de Deus. Eis porque ele mostra nele mesmo o Pai inteiro, cuja glória inteira resplandece nele. Então dizer que a glória de Deus não tem resplandecimento ou que a sabedoria   não estivesse sempre com Deus, que tolice!

Mas se estivesse, diz ele, ele não foi engendrado. Bem, respondamos: posto que foi engendrado, ele era (hen  ). O ser (einai  ) que possui não é não engendrado, mas é desde sempre e está com o Pai, de quem lhe vem a causa   de sua existência.”

Basílio inverte o argumento   de Eunomo: a geração do Filho pelo Pai, longe de implicar uma passagem da eternidade   ao tempo, “é” de toda eternidade e este “ser” do Verbo que “é desde sempre” com o Pai não é engendrado. Deve-se distinguir   o ser ou a substância (ousia) divina e “as propriedades distintivas” (gnoristikai idiotetes) do Não-engendrado e do Engendrado.

Quanto ao Pai, ele não pode ser conhecido sem o Filho posto que conhecemos Deus, que é “luz” na “luz” do Verbo: “pois o que está além do Filho não é objeto de pensamento, posto que, o que é para o olho a luz   sensível  , o Deus Verbo o é para a alma. “Ele era, diz ele, a verdadeira luz que ilumina todo homem   vindo neste mundo” (Jo 1,9).

Pela referência a Hebreus 1,3, Basílio mostrava a analogia   da relação Pai-Filho e da glória e de seu resplandecimento (doxa — apaygasma), enquanto que, naquela de Jo 1,9 aplicada ao Salmo   35,10, a relação ao Verbo é aquela da “Luz não-engendrada” e da “Luz engendrada”. Mas então, objeto Eunomo: “tanto há diferença entre o não-engendrado e o engendrado, quanto é necessário que desta haja entre a luz e a luz”. A “substância do Pai é luz, mas superior em glória e em esplendor”, enquanto aquela do Monogênito - Monogêno é também luz, mas mais obscura e como perturbada”.

Ao que Basílio responde: a diferença entre o não engendrado e o engendrado não é “da ordem   do mais e do menos, como entre uma menor e uma maior luz”, pois, no limite, o não engendrado poderia se tornar engendrado e o engendrado, não engendrado. Deve-se todavia afirmar que “sua distância (diastasis  ) é tão grande quanto aquela de termos incapazes de coexistir um com o outro”. Esta diastasis é irredutibilidade das propriedades características do Pai e do Filho: “A divindade   é comum, mas a paternidade e a filiação são propriedades”. O que é “comum” entre o Pai e o Filho, é a divindade ou a luz e, inversamente, o que distingue a “luz” que é o Pai da “luz” que é o Filho, são suas propriedades distintivas ou características:

“Assim, quando entendemos falar de uma luz não-engendrada, pensamos no Pai, e de uma luz engendrada, pensamos no Filho. Enquanto luz e luz, não há nenhuma contrariedade (enantiotes) entre eles, mas, enquanto engendrado e não-engendrado, se os considera sob o aspecto de sua antítese (antithesis  ). Tal é com efeito a natureza das propriedades de mostrar a alteridade   na identidade   da substância”.

A impiedade de Eunomo é de fazer “passar na substância a antítese das propriedades”, mas do ponto de vista da “substância” ou da divindade, não há “contrariedade”, como não há nada entre a luz e a luz. Logo é no seio da divindade ou da luz que se deve distinguir a “luz não-engendrada” que é o Pai, da “luz engendrada”, que é o Filho. A alteridade do Um e do Outro supõe a alteridade da “luz” e do “não-engendrado” pois, “se a luz não fosse algo outro que o não-engendrado, ela não poderia mais ser atribuída ao Filho”.

O não-engendrado não é idêntico à substância divina, como pensa Eunomo, mas “na identidade da substância” divina — no seio da luz —, que se opõem o Pai e o Filho, “luz não-engendrada” e “luz engendrada”.
/////
Filosofia
Frei Hermógenes Harada  : Excertos de «Ensaios de Filosofia»
Na tradução dos Sermões de Eckhart  , os termos Ungeschaffen, Ungeschaffenheit foram traduzidos por incriado, incriabilidade. Incriabilidade diz referência ao ser de Deus, à Deidade na sua Abgeschiedenheit  . O termo Unerschaffenheit foi traduzido por não-criaturidade. Não-criaturidade se refere a Deus enquanto se «externando» como «condição da possibilidade» do ser das criaturas: o Nada. Por isso, a palavra sie foi interpretada não como indicando a alma, mas sim a não-criaturidade (v. Finitude).
/////
Perenialistas
René Guénon: Guenon Ageneton - O INCRIADO

Frithjof Schuon  : Schuon Ageneton - O INCRIADO
TABS