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Da essência da informática

de Castro (SEI): a essência da informática não tem nada de informática

Técnica e informática a partir do pensamento de M. Heidegger

segunda-feira 18 de outubro de 2021, por Cardoso de Castro

      

DE CASTRO  , Murilo Cardoso. Sobre a essência   da informática. Técnica e Informática a partir do pensamento   de M. Heidegger  . Tese (Doutorado em Filosofia) – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, p. 189. 2005.

      

Dada a presença   crescente da informática em todas as atividades humanas, quando se menciona o termo “informática”, este pode designar muitas coisas. Entre estas, destaca-se a noção   de informática enquanto técnica, no caso, “técnica da informação”, ou “tecnologia da informação”, diante do uso abusivo do termo “tecnologia” e sua incorreta assimilação   ao termo “técnica”. A questão proposta para reflexão  , “a essência da informática”, enquanto técnica ou tecnologia da informação, ao ressaltar o aspecto “técnica”, permite parafrasear Martin Heidegger  : “a essência da informática não tem nada de informática”. Deste modo, a questão “o que é a informática?”, não tem como cair no lugar comum das respostas dadas pelas definições da literatura especializada na técnica ou na tecnologia da informação. “O que é a informática?” é a questão que orienta e motiva estas reflexões, que pretendem se dirigir para o não-comum. Eis, portanto, a questão que urge uma resposta   incomum. Eis a questão da técnica, posta segundo sua manifestação   mais atual, a informática. Eis a questão que exige um enfrentamento difícil com a questão maior: “o que é o homem  ?”. Eis a questão que aborda a metafísica da Modernidade: o “Absoluto   Técnico” segundo Jean-Philippe Milet.

Se dirigindo à Kojima Takehico nos anos 1963-1965, Heidegger escreve: ‘pela presente   carta, trata-se unicamente de reconhecer   o seguinte fato: que é precisamente o olhar em direção   da exploração, quer dizer em direção do próprio   da tecnologização do mundo, que mostra um caminho   em direção ao próprio do homem, que distingue sua humanidade no sentido da reivindicação que se faz disto através do Ser’. (Milet, 2000, pág. 45)

Ver online : O que é informática e sua essência. Pensando a "questão da informática" com M. Heidegger


MILET, Jean-Philippe. L’Absolu Technique. Heidegger et la question de la technique. Paris: Editions Kimé, 2000