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DRG: atividade segundo Guénon

quarta-feira 22 de setembro de 2021

A noção de «atividade?» ocupa um lugar? importante no seio da argumentação metafísica guenoniana, e isto tanto mais porque sua percepção está longe? de ser evidente. Posto que frequentemente levada no ocidente ao simples? desdobramento do «agir?», à operação do movimento? considerado como único meio? para intervir sobre a realidade?.

Eis porque, Guénon distingue a «atividade diferenciada» que, no estado? individual? humano?, toma forma? da ação no sentido? clássico do termo?, da forma sutil do «não-agir» que é dominante no «não-manifestado».

A «atividade» deve portanto estar? compreendida à luz? desta dupla? acepção.

Assim, em falando da «Atividade do Céu», em sua relação ao Centro, enquanto ponto? de síntese de todos os contrários, chamado? pela tradição extrema-oriental o «Invariável Meio», lugar de equilíbrio perfeito?, centro da «roda cósmica», Guénon nos diz que este «Centro» dirige todas as coisas? por sua «atividade não-agente?» (wei wou-wei), que embora «não-manifestada», ou preferencialmente porque não-manifestada, é em realidade a plenitude da atividade, posto que é aquela do Princípio do qual são derivadas todas as atividades particulares; é o que Lao Tze   exprime nestes termos: «O Princípio é sempre não-agente, e no entanto tudo é feito por ele». Por outro lado, tratando de Purusha? quer dizer do Absoluto?, ou a «Consciência Pura», Guénon assinala que é sob o poder de sua ação, ou de sua atividade «não-agente», que é determinada tudo o que é produção substancial? no seio de Prakriti, o mundo? ou a matéria.

Ele lembra igualmente, que sobre este ponto Aristóteles teve razão de afirmar que o primeiro? motor de todas as coisas (ou princípio do movimento), deve ser ele mesmo? imóvel, o que revém a dizer que o princípio de toda ação deve ser «não-agente».

A verdadeira atividade está portanto muito mais próxima do equilíbrio dos contrários, da imobilidade? serena, que de toda forma de tensão unipolar que é, fundamentalmente, por sua incompletude, inapta a realizar a harmonia? universal?. [Vivenza  ]