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A VONTADE DE PODER

Nietzsche (VP:477) – o pensar

quarta-feira 13 de outubro de 2021

[NIETZSCHE  , Friedrich. A Vontade de Poder. Tr. Marcos Sinésio Pereira Fernandes e Francisco José Dias de Moraes. Rio de Janeiro: Contraponto, 2011, § 477]

Mantenho a fenomenalidade? também do mundo? interior: tudo o que se nos torna conscientes é, completamente, primeiro preparado, simplificado, esquematizado, interpretado — o processo? real? [wirklich] da “percepção?” interna, a unidade? causal entre pensamentos?, sentimentos?, desejos, como aquela entre sujeito? e objeto?, é completamente oculta para nós — e talvez seja uma pura ilusão?. Esse? “mundo interior aparente?” é tratado com procedimentos e formas? totalmente idênticos aos do mundo “exterior?”. Não topamos com “fatos?”: prazer? e desprazer são fenômenos do intelecto?, tardios e derivados...

A “causalidade?” nos escapa; admitir uma ligação causal imediata entre pensamentos, como faz a lógica? — é consequência? da observação? mais grosseira e mais desajeitada. Entre dois pensamentos entram em jogo? todos os afetos possíveis: mas os movimentos são muito rápidos, por isso os desconhecemos, os negamos...

“Pensar?”, tal como os teóricos do conhecimento? supõem, não acontece absolutamente: é uma ficção? arbitrária, alcançada pelo destaque de um elemento? do processo e a subtração? de todos os restantes; é uma preparação artificial para fins de inteligibilidade?...

O “espírito?”, algo que pensa: se possível?, deveras, “O espírito absoluto?, puro?, singelo” — essa concepção? é uma consequência secundária, decorrente da falsa auto-observação?, que acredita no “pensar”: aqui, em primeiro lugar?, imagina-se um ato? que não acontece absolutamente, “O pensar”, e, em segundo lugar, imagina-se um sujeito-substrato?, no qual, e em nenhuma outra parte?, cada ato desse pensar tem sua origem?: isto é, tanto o fazer quanto o que faz são fictícios.


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