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Enéadas

Plotino - Tratado 1,7 (I,6,7) - A visão bem-aventurada: união da alma ao belo e ao bem

Enéada I, 6, 7

sábado 18 de setembro de 2021, por Cardoso de Castro

Baracat Júnior, José Carlos. Plotino, Enéadas I, II e III; Porfírio, Vida de Plotino. Introdução, tradução e notas. Tese de Doutorado. Campinas, UNICAMP, 2006

Baracat

7. É preciso, então, ascender novamente ao bem, ao qual toda alma almeja. Se alguém o viu, sabe o que digo [1], como ele é belo. Ele é desejável por ser bom e o desejo tende a ele, mas a obtenção do bem é para aqueles que se alçam ao superior, que estão convertidos e que se despem do que vestimos ao decair – assim como para aqueles que se alteiam aos ritos sagrados dos templos há purificações, despojamentos das vestes de antes e o avançarem nus [2] –, até que, ultrapassado na ascensão tudo quanto é alheio a deus, um o veja, solitário ao solitário imaculado [3], simples, puro, de quem todas as coisas dependem e para quem olham, por quem existem e vivem e inteligem [4]: pois ele é causa da vida, do intelecto e do ser.

Se, pois, alguém o visse, que amores sentiria! e que desejos, querendo confundir-se com ele! e como tremeria prazerosamente! É próprio de quem ainda não o viu almejar a ele como bem; mas próprio de quem o viu é o maravilhar-se com sua beleza, o encher-se de um assombro prazeroso, o abalar-se inofensivamente, o amar com verdadeiro amor e agudos desejos, o rir-se dos outros amores e o desprezar o que outrora estimava belo: é o mesmo que experimentam os que presenciaram manifestações de deuses ou daímones e não mais aprovam as belezas dos demais corpos. Que pensar, então, se alguém vir o [315] belo em si e por si mesmo puro, não infectado pela carne, pelo corpo, fora da terra, fora do céu, para que seja puro? [5] Pois todas estas [6] belezas são adventícias, misturadas e não primárias, mas derivadas dele.

Aquele que supre todas as coisas e, permanecendo em si, dá sem nada receber em si [7]: se alguém o visse, perseverando na visão e rejubilando-se por assemelhar-se a ele, de que beleza ainda precisaria? Pois sendo ela mesma a beleza suprema e a primária, lavra belos seus amantes e os toma amáveis. E eis que se põe o combate maior e extremo para as almas [8], e todo nosso labor é para isso, para não ficarmos sem parte no mais sublime espetáculo: abençoado quem o alcançou, tendo contemplado abençoada visão [9], e desgraçado quem não o alcançou. Pois não é desgraçado quem não alcançou as belezas das cores ou dos corpos, nem é desgraçado quem não alcançou poder nem autoridade nem realeza, mas quem não alcançou isso e apenas isso, por cujo alcance é mister abdicar de realezas e da autoridade sobre toda a terra e o mar e o céu, se, tendo abandonado e desprezado essas coisas, volvendo-se para ele o visse. [316]

Américo Sommerman

7. Precisamos então subir de novo em direção ao Bem, para o qual tende o desejo de todas as almas. Quem quer que o tenha visto sabe o que quero dizer quando digo que Ele é belo. Como Bem, é desejado e o desejo tende para Ele, mas só o alcançam aqueles que se elevam à região superior e se despojam das vestes que colocaram em sua descida — como aqueles que sobem em direção aos santuários dos templos devem se purificar, deixar de lado suas antigas vestes e subir sem elas —, até que, tendo abandonado nessa subida tudo o que é estrangeiro a Deus, vejam, sozinhos, em seu isolamento, simplicidade e pureza o Ser do qual tudo depende, para o qual todos os olhares se dirigem, do qual provêm o ser, a vida e o pensamento, pois ele é a causa da vida, da inteligência e do ser.

Quem quer que o veja, que a amor senti! Que desejo de se unir a Ele! Que estupefação plena de deleite! Quem ainda não o viu pode desejá-lo com um bem, mas quem o vê ama-o e reverencia-o como a própria Beleza, enche-se de maravilhamento e deleite, é assaltado por um benéfico estupor, ama-o com um amor verdadeiro e desejos ardentes, ri de todos os outros amores e despreza as coisas que antes achava belas.

Se aqueles que contemplaram a manifestação dos deuses ou dos espíritos celestes [daimons] já deixam de se deleitar com as formas materiais, o que podemos imaginar que experimentariam se vissem a Beleza absoluta, em toda a sua pureza? Não aquela que é composta de carne ou de corpo, mas aquela que, sendo pura, não está na Terra nem no Céu. Todas as outras belezas são adquiridas, misturadas e não primordiais, e provêm dela. Quem quer que visse isso que partilha a beleza com todas as coisas - mas que a partilha permanecendo em si mesmo e nada recebendo em si - e permanecesse nessa contemplação desfrutando dele, de que outra beleza necessitaria? Pois isso é a verdadeira e primeira beleza, que embeleza os seus amantes e os torna dignos de serem amados.

Começa então para a alma a maior de todas as lutas: emprega todo o seu esforço para não ser privada da melhor das visões. Quem a vence é conduzido ao êxtase da contemplação da mais bela das visões, mas quem não a vence é o verdadeiro infeliz. Pois o verdadeiro infeliz não é quem pode ver belas cores ou belos corpos, tampouco quem não tem o poder, as magistraturas ou a realeza; o infeliz é quem não encontrou o belo, e apenas a ele. Para obtê-lo é preciso renunciar aos reinos e à dominação da terra, do mar e do céu, uma vez que só abandonando e desprezando essas coisas é possível voltar-se para ele e vê-lo.

Igal

7 Hay que volver, pues, a subir hasta el Bien, que es el objeto de los deseos de toda alma. Si alguno lo ha visto, sabe lo que digo; sabe cuan bello es. Es deseable, en efecto, por ser bueno, y el deseo apunta al Bien; mas la consecución del Bien es para los que suben hacia lo alto, para los que se han convertido y se despojan de las vestiduras que nos hemos puesto al bajar (como a los que suben hasta el sanctasanctórum de los templos les aguardan las purificaciones, los despojamientos de las vestiduras de antes y el subir desnudos, hasta que, pasando de largo en la subida todo cuanto sea ajeno a Dios, vea uno por sí solo a él solo incontaminado, simple y puro, de quien todas las cosas están suspendidas, a quien todas miran, por quien existen y viven y piensan, pues es causa de vida, de inteligencia y de ser.

Si, pues, uno lograra verlo, ¡qué amores sentiría!, ¡qué anhelos, deseando fundirse con él, ¡qué sacudida tan deleitosa! Porque lo propio de quien no lo ha visto todavía, es el desearlo como Bien; pero lo propio de quien lo ha visto, es el maravillarse por su belleza, el llenarse de un asombro placentero, el sentir una sacudida inofensiva, el amarlo con amor verdadero y con punzantes anhelos, el reírse de los demás amores y el menospreciar las cosas que anteriormente reputara por bellas. Le sucede como a los que toparon con figuras de dioses o démones: que ya no acogerían del mismo modo bellezas de otros cuerpos. «¿Qué pensar si uno contemplara la Belleza en sí autosubsistente y pura, que no está inficionada de carnes ni de cuerpo y no reside ni en la tierra ni en el cielo», para poder ser pura? Porque todas estas bellezas de acá son adventicias, están mezcladas y no son primarias, sino que proceden de aquél.

Si, pues, uno viera a aquel que surte a todos pero que da permaneciendo en sí mismo y no recibe nada en sí mismo, si perseverara en la contemplación de semejante espectáculo y gustara de él asemejándose a él, ¿de qué otra belleza tendría ya necesidad? Y es que, como ésta misma es la Belleza en sí por excelencia y la primaria, transforma en bellos a sus enamorados y los hace dignos de ser amados. «Y aquí es donde las almas se enfrentan con su lucha suprema y final», y ése es el motivo de todo nuestro esfuerzo por no quedarnos sin tener parte en la contemplación más eximia. El que la consiguió es bienaventurado porque ha contemplado una «visión bienaventurada», pero desdichado aquel que no la consiguió. Porque no es desdichado el que no consiguió colores o cuerpos bellos ni el que no consiguió poderío, ni mandos ni un reino, sino el que no consiguió eso y sólo eso por cuya consecución es menester desechar reinos y mandos sobre la tierra entera, el mar y el cielo, por si, tras abandonar y desdeñar estas cosas y volverse a aquello, lograra uno verlo.

Bréhier

7. Il faut donc encore remonter vers le Bien, vers qui tendent toutes les âmes. Si on l’a vu, on sait ce que je veux dire et en quel sens il est beau. Comme Bien, il est désiré et le désir tend vers lui ; mais seuls l’obtiennent ceux qui montent vers la région supérieure, se tournent vers lui et se dépouillent des vêtements qu’ils ont revêtus dans leur descente, comme ceux qui montent vers les sanctuaires des temples doivent se purifier, quitter leurs anciens vêtements, et y remonter dévêtus ; jusqu’à ce que, ayant abandonné, dans cette montée, tout ce qui était étranger à Dieu, on voie seul à seul dans son isolement, sa simplicité et sa pureté, l’être dont tout dépend, vers qui tout regarde, par qui l’être, la vie et la pensée ; car il est cause de la vie, de l’intelligence et de l’être. Si on le voit, cet être, quel amour et quels désirs ressentira-t-on, en voulant s’unir à lui ! Quel étonnement accompagné de quel plaisir ! Car celui qui ne l’a pas encore vu peut tendre vers lui comme vers un bien : mais à celui qui l’a vu il appartient de l’aimer pour sa beauté, d’en être empli d’effroi et de plaisir, d’être en une stupeur bienfaisante, de l’aimer d’un véritable amour avec des désirs ardents, de se moquer des autres amours et de mépriser les prétendues beautés d’auparavant ; c’est ce qu’éprouvent tous ceux qui ont rencontré des formes divines ou démoniaques et n’admettent plus désormais la beauté des autres corps. Que croyons-nous qu’ils éprouveraient s’ils voyaient le Beau en soi dans toute sa pureté, non pas celui qui est chargé de chair et de corps, mais celui qui, pour être tout à fait pur, est au-dessus de la terre et du ciel. Toutes les autres beautés sont acquises, mélangées et non pas primitives ; et elles viennent de lui. Si donc on le voyait, lui qui fournit la beauté à toutes choses, mais qui la donne en restant en lui-même et qui ne reçoit rien en lui, si on restait dans cette contemplation en jouissant de lui, quelle beauté manquerait encore ? Car c’est lui, le véritable et la première beauté, qui embellit ses propres amants et les rend dignes d’êtres aimés. Ici s’impose à l’âme la plus grande et la suprême lutte pour laquelle elle donne tout son effort, afin de ne pas être sans part à la meilleure des visions ; si elle y arrive, elle est heureuse grâce à cette vision de bonheur ; celui qui ne la rencontre pas est le vrai malheureux. Car celui qui ne rencontre pas de belles couleurs ou de beaux corps n’est pas plus malheureux que celui qui n’a pas le pouvoir, les magistratures ou la royauté ; le malheureux, c’est celui qui ne rencontre pas le Beau, et lui seul ; pour l’obtenir, il faut laisser là les royaumes et la domination de la terre entière, de la mer et du ciel, si, grâce à cet abandon et à ce mépris, on peut se tourner vers lui pour le voir.

Guthrie

THE SUPREME PURPOSE OF LIFE IS THE ECSTATICAL VISION OF GOD.

7. Thus, in her ascension towards divinity, the soul advances until, having risen above everything that is foreign to her, she alone with Him who is alone, be holds, in all His simplicity and purity, Him from whom all depends, to whom all aspires, from whom everything draws its existence, life and thought. He who beholds him is overwhelmed with love; with ardor desiring to unite himself with Him, entranced with ecstasy. Men who have not yet seen Him desire Him as the Good; those who have, admire Him as sovereign beauty, struck simultaneously with stupor and pleasure, thrilling in a painless orgiasm, loving with a genuine emotion, with an ardor without equal, scorning all other affections, and disdaining those things which formerly they characterized as beautiful. This is the experience of those to whom divinities and guardians have appeared; they reck no longer of the beauty of other bodies. Imagine, if you can, the experiences of those who behold Beauty itself, the pure Beauty, which, because of its very purity, is fleshless and bodiless, outside of earth and heaven. All these things, indeed are contingent and composite, they are not principles, they are derived from Him. What beauty could one still wish to see after having arrived at vision of Him who gives perfection to all beings, though himself re mains unmoved, without receiving anything; after finding rest in this contemplation, and enjoying it by be coming assimilated to Him? Being supreme beauty, and the first beauty, He beautifies those who love Him, and thereby they become worthy of love. This is the great, the supreme goal of souls; this is the goal which arouses all their efforts, if they do not wish to be disinherited of that sublime contemplation the enjoyment of which confers blessedness, and privation of which is the greatest of earthly misfortunes. Real misfortune is not to lack beautiful colors, nor beautiful bodies, nor power, nor domination, nor royalty. It is quite sufficient to see oneself excluded from no more than possession of beauty. This possession is precious enough to render worthless domination of a kingdom, if not of the whole earth, of the sea, or even of the heavens if indeed it were possible, while abandoning and scorning all that (natural beauty), to succeed in contemplating beauty face to face.

MacKenna

7. Therefore we must ascend again towards the Good, the desired of every Soul. Anyone that has seen This, knows what I intend when I say that it is beautiful. Even the desire of it is to be desired as a Good. To attain it is for those that will take the upward path, who will set all their forces towards it, who will divest themselves of all that we have put on in our descent:- so, to those that approach the Holy Celebrations of the Mysteries, there are appointed purifications and the laying aside of the garments worn before, and the entry in nakedness- until, passing, on the upward way, all that is other than the God, each in the solitude of himself shall behold that solitary-dwelling Existence, the Apart, the Unmingled, the Pure, that from Which all things depend, for Which all look and live and act and know, the Source of Life and of Intellection and of Being.

And one that shall know this vision- with what passion of love shall he not be seized, with what pang of desire, what longing to be molten into one with This, what wondering delight! If he that has never seen this Being must hunger for It as for all his welfare, he that has known must love and reverence It as the very Beauty; he will be flooded with awe and gladness, stricken by a salutary terror; he loves with a veritable love, with sharp desire; all other loves than this he must despise, and disdain all that once seemed fair.

This, indeed, is the mood even of those who, having witnessed the manifestation of Gods or Supernals, can never again feel the old delight in the comeliness of material forms: what then are we to think of one that contemplates Absolute Beauty in Its essential integrity, no accumulation of flesh and matter, no dweller on earth or in the heavens- so perfect Its purity- far above all such things in that they are non-essential, composite, not primal but descending from This?

Beholding this Being- the Choragos of all Existence, the Self-Intent that ever gives forth and never takes- resting, rapt, in the vision and possession of so lofty a loveliness, growing to Its likeness, what Beauty can the soul yet lack? For This, the Beauty supreme, the absolute, and the primal, fashions Its lovers   to Beauty and makes them also worthy of love.

And for This, the sternest and the uttermost combat is set before the Souls; all our labour is for This, lest we be left without part in this noblest vision, which to attain is to be blessed in the blissful sight, which to fail of is to fail utterly.

For not he that has failed of the joy that is in colour or in visible forms, not he that has failed of power or of honours or of kingdom has failed, but only he that has failed of only This, for Whose winning he should renounce kingdoms and command over earth and ocean and sky, if only, spurning the world of sense from beneath his feet, and straining to This, he may see.

Taylor

VII. Let us, therefore, reascend to the good itself, which every soul desires; and in which it can alone find perfect repose. For, if any one shall become acquainted with this source of beauty, he will then know what I say, and after what manner he is beautiful. Indeed, whatever is desirable is a kind of good, since to this desire tends. But they alone pursue true good, who rise to intelligible beauty; and so far only tend to good itself, as far as they lay aside the deformed vestments of matter, with which they became connected in their descent. Just as those who penetrate into the holy retreats of sacred mysteries, are first purified, and then divest themselves of their garments, until some one, by such a process, having dismissed every thing foreign from the God, by himself alone, beholds the solitary principle of the universe, sincere, simple, and pure, from which all things depend, and to whose transcendent perfections the eyes of all intelligent natures are directed, as the proper cause of being, life and intelligence. With what ardent love, with what strong desire will he who enjoys this transporting vision be inflamed, while vehemently affecting to become one with this supreme beauty? For thus it is ordained, that he who does not yet perceive him, yet desires him as good: but he who enjoys the vision, is enraptured with his beauty; and is equally filled with admiration and delight. Hence, such a one is agitated with a salutary astonishment; is affected with the highest and truest love; derides vehement affections, and inferior loves, and despises the beauty which he once approved. Such, too, is the condition of those, who, on perceiving the forms of gods or daemons, no longer esteems the fairest of corporeal forms. What then must be the condition of that being, who beholds the beautiful itself? In itself perfectly pure, [10] not confined by any corporeal bond, neither existing in the heavens, nor in the earth, nor to be imaged by the most lovely form imagination can conceive; since these are all adventitious and mixt, and mere secondary beauties, proceeding from the beautiful itself. If, then, any one should ever behold that which is the source of munificence to others, remaining in itself, while it communicates to all, and receiving nothing, because possessing an inexhaustible fullness; and should so abide in the intuition, as to become similar to his nature, what more of beauty can such a one desire? For such beauty, since it is supreme in dignity and excellence, cannot fail of rendering its votaries lovely and fair. Add too, that since the object of contest to souls, is the highest beauty, we should strive for its acquisition with unabated ardor, lest we should be deserted of that blissful contemplation, which whoever pursues in the right way, becomes blessed from the happy vision; and which he who does not obtain, is unavoidably unhappy. For the miserable man, is not he who neglects to pursue fair colours, and beautiful corporeal forms; who is deprived of power, and falls from dominion and empire; but he alone who is destitute of this divine possession, for which the ample dominion of the earth and sea, and the still more extended empire of the heavens, must be relinquished and forgot, if, despising and leaving these far behind, we ever intend to arrive at the substantial felicity, by beholding the beautiful itself.


Ver online : Vida de Plotino - Enéadas I-II


Plotino - Tratado 1 (I,6) - Sobre o belo (estrutura)
Plotino - Tratado 1,1 (I,6,1) - Que espécies de coisas são belas
Plotino - Tratado 1,2 (I,6,2) - Afinidade entre o papel embelezador da Forma e a atividade da alma
Plotino - Tratado 1,3 (I,6,3) - Exame das belezas sensíveis
Plotino - Tratado 1,4 (I,6,4) - Afetos ligados ao encontro do belo
Plotino - Tratado 1,5 (I,6,5) - Afetos ligados ao encontro do belo
Plotino - Tratado 1,6 (I,6,6) - A purificação da alma
Plotino - Tratado 1,7 (I,6,7) - A visão bem-aventurada: união da alma ao belo e ao bem
Plotino - Tratado 1,8 (I,6,8) - A fuga para o "aqui em baixo": Ulisses e Narciso
Plotino - Tratado 1,9 (I,6,9) - A alma torna-se integralmente luz


[1Alusão a uma experiência pessoal, como em VI. 7 [38] 34.11-12 e VI. 9 [9] 9. 46-7 (cf. introdução, nota 135).

[2Cf. Platão, Górgias 523 c-e, e Fílon, Legum Allegoria, 2. 56.

[3Cf. Platão, Banquete 211 e 1.

[4Cf. Aristóteles, Sobre o Céu 19.279 a 28-30, e Metafísica A 7.1072 b 14.

[5Cf. Platão, Banquete 211 a 8, e d 8-e 2.

[6Estas belezas daqui, deste mundo, sensíveis.

[7Cf. Platão, Timeu 52 a 2.

[8Platão, Fedro, 247 b 5-6.

[9Platão, Fedro 250 b 6.

[10In itself perfectly pure. This is analogous to the description of the beautiful in the latter part of Diotima’s Speech in the Banquet; a speech which is surely unequalled, both for elegance of composition and sublimity of sentiment. Indeed, all the disciples of Plato arc remarkable for nothing so much as their profound and exalted conceptions of the Deity; and he who can read the works of Plotinus and Proclus in particular, and afterwards pity the weakness and erroneousness of their opinions on this subject, may be fairly presumed to be himself equally an object of pity and contempt.