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ÉTICA DE ESPINOSA

Espinosa (E 1, 29) : contingência

Parte I - De Deus

mercredi 15 septembre 2021

Tomaz Tadeu

Proposição? 29. Nada? existe, na natureza? das coisas?, que seja contingente? ; em vez disso, tudo é determinado, pela necessidade? da natureza divina, a existir? e a operar de uma maneira definida.

Demonstração?. Tudo que existe, existe em Deus? (pela prop. 15). Não? se pode, por outro? lado, dizer que Deus é uma coisa? contingente. Pois (pela prop. 11), ele existe necessariamente e não contingentemente. Além? disso, é também necessariamente, e não contingentemente, que os modos da natureza divina dela se seguem (pela prop. 16), quer se considere a natureza divina absolutamente (pela prop. 21), quer se a considere como determinada a operar de uma maneira definida (pela prop. 27). Ademais, Deus é causa? desses modos não apenas enquanto eles simplesmente existem (pelo corol. da prop. 24), mas também (pela prop. 26) enquanto se os considera como determinados a operar de alguma maneira. Pois, se não são determinados por Deus (pela mesma prop.), é por impossibilidade?, e não por contingência?, que não determinam a si próprios ; se, contrariamente (pela prop. 27), são determinados por Deus, é por impossibilidade, e não por contingência, que não convertem a si próprios em indeterminados. Portanto, tudo é determinado, pela necessidade da natureza divina, não apenas a existir, mas também a existir e a operar de uma maneira definida, nada existindo que seja contingente. C. Q. D.

Escólio. Antes de prosseguir, quero aqui explicar?, ou melhor, lembrar, o que se deve compreender? por natureza naturante e por natureza naturada. Pois penso ter? ficado evidente, pelo anteriormente exposto, que por natureza naturante devemos compreender o que existe em si mesmo e por si mesmo é concebido, ou seja, aqueles atributos da substância? que exprimem uma essência? eterna e infinita, isto é (pelo corol. 1 da prop. 14 e pelo corol. 2 da prop. 17), Deus, enquanto é considerado como causa livre. Por natureza naturada, por sua vez, compreendo tudo o que se segue da necessidade da natureza de Deus, ou seja, de cada um? dos atributos de Deus, isto é, todos os modos dos atributos de Deus, enquanto considerados como coisas que existem em Deus, e que, sem Deus, não podem existir nem ser? concebidas.

Francisco Larroyo

PROPOSICIÓN XXIX

Nada hay contingente en la naturaleza ; todo? está, en ella determinado por la necesidad de la naturaleza divina de existir y producir algún efecto de cierta manera.

Demostración

Todo lo que es, es en Dios (Proposición 15) y Dios no puede ser llamado cosa contingente, porque (Proposición 11) existe necesariamente, y no de un modo? contingente. Por lo que se refiere a los modos de la naturaleza de Dios, sabemos que se han seguido de esta naturaleza necesariamente también, no de un modo contingente (Proposición [32] 16), y esto lo mismo cuando se considere la naturaleza, divina absolutamente que cuando se la considere-corno determinada a obrar de cierta manera (Proposición 27). Además, Dios es causa de estos modos, no sólo en tanto que existen simplemente (Corolario de la Proposición), sino también en tanto se les considera como determinados a producir algún efecto fPropmieién 26). Si no son determinados por Dios, es imposible, pero no contingente, que se determinen por sí mismos (la misma Proposición) ; y si, por el contrario, son determinados por Dios, es imposible (Proposición 27), pero no contingente, que se hagan ellos mismos indeterminados. Por consiguiente, todo está determinado por la necesidad de la naturaleza divina, no solamente de existir, sino también de existir y de producir algún efecto de cierta manera, y no hay nada contingente. C. Q. F. D.

ESCOLIO

Antes de proseguir quiero explicar lo que debe entenderse por Naturaleza Naturante y Naturaleza Naturada, o más bien hacerlo observar. Porque por lo que precede, creo que está ya establecido que debe entenderse por Naturaleza Naturante lo que es en sí y es concebido por sí, o dicho de otro modo, los atributos de la sustancia que expresan una esencia eterna e infinita, o sea Dios (Corolario 1 de la Proposición 14, y Corolario 2 de la Proposición 17), en tanto se considera como causa libre. Por Naturaleza Naturada entiendo todo lo que se sigue de la necesidad de la naturaleza de Dios, o dicho de otro modo, de la de cada uno? de sus atributos o también todos los modos de los atributos de Dios, en tanto se les considera como cosas que son en Dios y no pueden sin Dios ser ni ser concebidas.

Charles Appuhn

PROPOSITION XXIX

Il n’est rien donné de contingent dans la nature, mais tout y est déterminé par la nécessité de la nature divine à exister? et à produire quelque effet d’une certaine manière.

Démonstration

Tout ce qui est, est en Dieu (Proposition 15) et Dieu ne peut pas être dit une chose contingente, car (Prop. 11) il existe nécessairement et non d’une façon contingente. A l’égard des modes de la nature de Dieu, ils ont suivi de cette nature nécessairement aussi, non d’une façon contingente (Prop. 16), et cela aussi bien quand on? considère la nature divine absolument (Prop. 21), que lorsqu’on la considère comme déterminée à agir? d’une certaine manière (Prop. 27). En outre, Dieu est cause de ces modes non seulement en tant qu’ils existent simplement (Corollaire de la Proposition 14), mais aussi en tant qu’on les considère comme déterminés à produire quelque effet (Prop. 26). Que s’ils ne sont pas déterminés par Dieu, il est impossible mais non contingent qu’ils se déterminent eux-mêmes (même Proposition) ; et si, au contraire, ils sont déterminés par Dieu, il est (Prop. 27). impossible mais non contingent qu’ils se rendent eux-mêmes indéterminés. Donc tout est déterminé par la nécessité de la nature divine, non seulement à exister, mais aussi à exister et à produire quelque effet d’une certaine manière, et il n’y a rien de contingent.

C. Q. F. D.

SCOLlE

Avant de poursuivre je veux expliquer ici ce qu’il faut entendre par Nature Naturante et Nature Naturée ou [53] plutôt le faire observer. Car déjà par ce qui précède, il est établi, je pense, qu’on doit entendre par Nature Natu-rante, ce qui est en soi et est conçu par soi, autrement dit ces attributs de la substance qui expriment une essence éternelle et infinie, ou encore (Coroll. 1 de la Proposition 14 et Coroll. 2 de la Prop. 17) Dieu en tant qu’il est considéré comme cause libre. Par Nature Naturée, j’entends tout ce qui suit de la nécessité de la nature de Dieu, autrement dit de celle de chacun de ses attributs, ou encore tous les modes des attributs de Dieu, en tant qu’on les considère comme des choses qui sont en Dieu et ne peuvent sans Dieu ni être ni être conçues.

Samuel Shirley

PROPOSITION 29

Nothing in nature is contingent, but all things are from the necessity of the divine nature determined to exist and to act in a definite way.

Proof

Whatever is, is in God (Pr.15). But God cannot be termed a contingent thing, for (Prop. 11) he exists necessarily, not contingently. Again, the modes of the divine nature have also followed from it necessarily, not contingently (Pr.16), and that, too, whether in so far as the divine nature is considered absolutely (Pr.21) or in so far as it is considered as determined to act in a definite way (Pr.27). Furthermore, God is the cause of these modes not only in so far as they simply exist (Cor.Pr.24), but also in so far as they are considered as determined to a particular? action (Pr.26). Now if they are not determined by God (Pr.26), it is an impossibility, not a contingency, that they should determine themselves. On the other hand (Pr.27), if they are determined by God, it is an impossibility, not a contingency, that they should render themselves undetermined. Therefore, all things are determined from the necessity of the divine nature not only to exist but also to exist and to act in a definite way. Thus, there is no contingency.

Scholium

Before I go any further, I wish to explain at this point what we must understand by ‘Natura naturans’ and ‘Natura naturata.’5 I should perhaps say not ‘explain,’ but ‘remind the reader,’ for I consider that it is already clear from what has gone before that by ‘Natura naturans’ we must understand that which is in itself and is conceived through itself ; that is, the attributes of substance that express eternal and infinite essence ; or (Cor.l Pr.14 and Cor.2 Pr.17), God in so far as he is considered a free cause. By ‘Natura naturata’ I understand all that follows from the necessity of God’s nature, that is, from the necessity of each one of God’s attributes ; or all the modes of God’s attributes in so far as they are considered as things which are in God and can neither be nor be conceived without God.