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Pessoa : NO TÚMULO DE CHRISTIAN ROSENKREUZ

vendredi 1er août 2014

I
Quando, despertos deste sono, a vida?,
Soubermos o que somos, e o que foi
Essa queda? até Corpo?, essa descida
Até à Noite que nos a Alma? obstrui,

Conheceremos pois toda a escondida
Verdade? do que é tudo que há ou flui ?
Não? : nem na Alma livre é conhecida...
Nem Deus?, que nos criou, em Si a inclui.

Deus é o Homem? de outro? Deus maior :
Adam Supremo, também teve Queda ;
Também, como foi nosso Criador,

Foi criado, e a Verdade lhe morre...
De além? o Abismo?, Siprito Seu Lha veda ;
Aquém não a há no Mundo?, Corpo Seu.

II
Mas antes era o Verbo?, aqui perdido
Quando a Infinita Luz?, já apagada,
Do Caos?, chão do Ser?, for levantada
Em Sombra, e o Verbo ausente escurecido.

Mas se a Alma sente a sua forma? errada,
Em si, que é Sombra, vê enfim luzido
O Verbo deste Mundo, humano e ungido,
Rosa Perfeita, em Deus crucificada.

Então, senhores do limiar? dos Céus,
Podemos ir buscar além de Deus
O Segredo do Mestre? e o Bem? profundo? ;

Não só de aqui, mas já de nós, despertos,
No sangue atual de Cristo enfim libertos
Do a Deus que morre a geração? do Mundo.


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