Página inicial > Oriente > Tradição hindu > Vieira Velho – Chandogya Versículos 5.11-6.16

A Influência da Mitologia Hindú na Literatura Portuguesa dos Séculos XVI e XVII

Vieira Velho – Chandogya Versículos 5.11-6.16

Chandogya Upanixade

quinta-feira 15 de setembro de 2022, por Cardoso de Castro

    

“Esta puríssima essência  , — o inteiro universo   a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser  : Aquilo és tu, Svetaketu!” [Tat tvan asi]

    

“Pracinasala Aupamanyava, Satyayejna Paulushi, Indradyumna Bhallaveya, Jana Sarkarakshya Budila Asvatarasvi, todos eles senhores de palácios majestosos e altamente instruídos nas escrituras  , juntaram-se para considerar o problema do Ser e do Brahman  .

Tendo chegado ao seu conhecimento de que Udadalaka Aruni (Kena Upanixade  ) estava nessa mesma altura a fazer um estudo sobre o Ser   Universal  , chegaram a um acordo de irem ter com ele, e assim o fizeram. Ele, porém, ponderou consigo próprio: “Estes senhores de palácios, tão altamente instruídos nas escrituras irão, decerto, fazer-me perguntas que eu não serei capaz de responder. Portanto indicar-lhes-ei outro mestre”. E disse para eles: “Senhores, Asvapati Paikeya está neste momento a conduzir um estudo sobre Ser Universal. Vamos ter com ele”. E assim o fizeram.

Quando chegaram ao seu destino, ele recebeu-os com todas as honras que lhes eram devidas. Na manhã seguinte disse-lhes:

— “No meu reino não há ladrão, nem miserável, nem bêbado, nem homem   sem o lume sagrado  , nem parvo, nem homem dado à luxúria  , nem mulher de má vida”. “Senhores, estou quase a iniciar   um sacrifício e dar-vos-ei, senhores, tanta riqueza   quanta dou a cada um dos meus sacerdotes. Ficai, portanto, comigo”. Porém, eles disseram:

— “Um homem só deve falar daquilo que conhece profundamente. Neste momento estais a fazer um estudo sobre o Ser Universal. Fazei-nos o favor de falar sobre isso”.

— “Dar-vos-ei a minha resposta   amanhã da manhã”, respondeu ele.

Na manhã seguinte eles regressaram com o combustível nas suas mãos, porém ele, sem os aceitar   oficialmente como discípulos, falou-lhes desse modo:

— “Aupamanyava, qual é o Ser que tu adoras?”

— “O céu, Majestade”, respondeu ele.

— “O céu brilhante que tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal. É por isso que se vê extraído ininterruptamente o suco do Soma na tua família.

Tu alimentas-te e observas o que é agradável para ti; e todo aquele que deste modo adorar o Ser alimentar-se-á e observará aquilo que lhe agrada. Além do mais, o poder vital de Brahman residirá na sua família. Porém, isso é apenas a cabeça   do Ser”, disse ele, “A tua cabeça havia de rolar se tu não viesses ter comigo”.

Depois, falando com Satyayajna Paulushi, perguntou-lhe:

— “Pracinayogya, qual é o Ser que tu adoras?”

— “O sol  , Majestade”, respondeu ele.

— “O sol que possui todas as formas e tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal. É por isso que as coisas de todos os moldes e formas se veem na tua família, tais como uma carruagem   puxada por uma mula pronta a partir, uma serva, e um colar de ouro.

Tu alimentas-te e observas o que te é agradável; e todo aquele que deste mesmo modo adora o Ser Universal, alimenta-se e observa o que lhe é agradável. Além do mais, o poder vital de Brahman reside na sua família. Porém, isto é apenas o olho do Ser”, disse ele. “Ficarias cego   se não viesses ter comigo”.

Depois, falando com Indradyumna Bhallaveya, disse:

“Vaiyaghrapadya, qual é o Ser que tu adoras?”

“O vento  , Majestade”, disse ele.

— “O vento que segue em várias direções e que tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal. É por isso que te ofertam tão variadas coisas, e são várias as filas das carruagens que te seguem. Tu alimentas-te e observas o que te é agradável, e todo aquele que deste modo adora este Ser Universal, alimenta-se e observa o que lhe é agradável. Além do mais o poder vital de Brahman reside na sua família. Porém, isto é apenas o sopro-vital do Ser”, disse ele. “O teu sopro-vital havia de te abandonar se não viesses ter comigo.

Depois, falou com Jana:

— “Sarkarakshya, qual é o Ser que tu adoras?”

— “O espaço, Majestade!”, respondeu ele.

— “O amplo espaço que tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal.

É por isso que tens uma larga descendência   e riqueza. Tu alimentas-te e observas o que é agradável para ti; todo aquele que deste modo adora este Ser Universal alimenta-se e observa o que lhe é agradável. Além do mais, o poder vital de Brahman reside na sua família. Porém, isto é apenas o corpo do Ser”, disse ele. “O teu corpo mirrar-se-ia se tu não viesses ter comigo”. Depois, ele perguntou a Budila Asvatrarasvi:

— “Vaiyaghrapadya, qual é o Ser que tu adoras?”

— “Água, Majestade”, respondeu ele.

— “Esse tesouro que tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal.

É por isso que tu és rico em tesouros e próspero. Tu alimentas-te e observas o que é agradável para ti; e todo aquele que deste modo adora este Ser Universal alimenta-se e observa o que lhe é agradável. Além do mais, o poder vital de Brahman reside na sua família. Porém, isto é a vesícula do Ser”, disse ele. “A tua vesícula romper-se-ia se tu não viesses ter comigo”.

Então, ele falou com Uddalaka Aruni:

— “Guatama, qual é o Ser que tu adoras?”

— “A terra  , Majestade”, respondeu ele.

— “Esta firme   fundação que tu adoras como o Ser é, certamente, o Ser Universal. É por isso que estás firmemente fundado no que respeita a descendência e ao gado. Tu alimentas-te e observas o que é agradável para ti; todo aquele que deste modo adora este Ser Universal alimenta-se e observa o que lhe é agradável. Além do mais, o poder vital de Brahman reside na sua família. Porém, isto são apenas os pés do Ser”, disse ele. “Os teus pés haviam de mirrar-se se tu não viesses ter comigo.

Então, virando-se para todos eles disse:

— “Vós sabeis, vós alimentai-vos embora conheçais esse Ser Universal como se fosse uma entidade à parte. Mas aquele que adora esse Ser Universal como se ele tivesse por medidas o tamanho de um palmo e as dimensões infinitas, alimenta-se em todos os mundos, todas as criaturas, todos os seres.

A cabeça desse Ser Universal é na verdade o brilhante firmamento, o seu olho possui todas as formas, a natureza do seu sopro é seguir em várias direções, o seu corpo é amplo, a sua vesícula é a riqueza, os seus pés são a terra, o seu peito é o altar sacrificial, o seu cabelo é a oferenda sacrificial, o seu coração   é o lume dos lares, o seu intelecto   é o lume sacrificial do sul   e a sua boca é o lume sacrificial do oriente”.

Vejamos agora a instrução   que Uddalaka Aruni deu ao seu filho   conduzindo-o através de várias experiências à realização   da unidade   universal.

Há longo tempo atrás existiu um jovem, Svetaketu Aruneya, a quem o seu pai mandou instruir conforme as Escrituras. Regressando à casa   com a idade de vinte e quatro anos, voltou enfatuado e arrogante.

Então o seu pai disse-lhe: “Svetaketu, meu filho, como tu estás agora enfatuado e arrogante, e orgulhas-te do teu saber! Pediste para que te instruíssem naquilo que permite ouvir   o que não foi ouvido, pensar no que não foi pensado, conhecer o que não era conhecido?”

— “Senhor, que espécie de instrução é essa?”

— “Meu filho, assim como tudo quanto é feito de barro pode ser conhecido através de um grúmulo de barro — as suas modificações são verbalização, nomes apenas — a sua realidade é apenas barrenta.

“Querido filho, assim como tudo quanto é feito de cobre pode ser conhecido através de um ornamento de cobre, — as suas modificações são verbalizações, nomes, apenas, — a sua realidade é apenas cobre.

“E, meu querido rapaz, assim como tudo quanto é feito de ferro pode ser conhecido através dum alicate, — as suas modificações são verbalizações, — nomes, apenas, — a realidade é só ferro, — assim, meu filho, é essa instrução”.

— “Agora, tenho a certeza de que os veneráveis mestres não sabiam disso, pois se eles o soubessem, porque não me haviam de. ensinar? Mas vós, senhor, ensinai-me”.

— “Eu te ensinarei, meu querido filho”, respondeu ele.

“No princípio, meu filho, existia apenas o Ser — apenas um, — sem um segundo. É verdade que há alguns que dizem que existiu inicialmente o Não-Ser apenas, sem um segundo ser, e que foi deste Não-Ser que nasceu o Ser.

“Porém, meu filho, como poderia isso acontecer? Como poderia o Ser nascer do Não-Ser? Não, existia apenas um Ser no princípio, — apenas um, sem segundos.

“Ele começou a ter este pensamento: `Se eu fosse muitos, se eu procriasse!” Ele emitiu luz-e-calor (TEJAS  ). A luz  -e-calor teve este pensamento: “Se eu fosse muitos, se eu procriasse!” E emitiu água. É por isso que, quando um homem está muito encalorado, sua devido ao calor (TEJAS), produz-se então a água.

“Esta água teve o pensamento: “Se eu fosse muitos, se eu procriasse!” E ela emitiu comida. É por isso que, quando chove, a comida abunda, porque é da água que se produzem os elementos   comestíveis.

“Há apenas três origens para todos os seres. Eles podem ser gerados dum ovo, dum ser, ou dum rebento.

“Essa mesma substância   primordial teve este pensamento: “Entrarei nessas três substâncias com este Ser e diferenciarei individualmente o nome e a forma. Entrarei em cada uma delas e as farei de tripla natureza.” Assim, essa substância primária entrou nessas três substâncias subsidiárias com o seu Ser e diferenciou o nome e a forma, fazendo cada uma delas de tripla natureza.

“Agora, meu querido filho, aprende como cada uma dessas três substâncias se tornaram de tripla qualidade  .

“No fogo  , tudo quanto é vermelho na cor, é a forma de luz-e-calor; tudo quanto é branco, é a forma da água; tudo quanto é negro, é a forma da comida. A essência do fogo abandonou o fogo; a modificação   é uma verbalização, um nome. A sua realidade é apenas as suas três formas.

“No sol, tudo quanto é vermelho na cor, é a forma de luz-e-calor; tudo quanto é branco, é a forma da água; tudo quanto é negro, é a forma da comida. A essência do sol abandonou o sol; a modificação é uma verbalização, um nome. A sua realidade é apenas as suas três formas.

“Na lua  , tudo quanto é vermelho na cor, é a forma de luz-e-calor; tudo quanto é branco, é a forma da água; tudo quanto é negro, é a forma da comida. A essência da lua abandonou a lua; a modificação é uma verbalização, um nome. A sua realidade é apenas as suas três formas.

“No relâmpago, tudo quanto é vermelho na cor, é a forma de luz-e-calor; tudo quanto é branco, é a forma da água; tudo quanto é negro, é a forma da comida. A essência do relâmpago abandonou o relâmpago; a modificação é uma verbalização, um nome. A sua realidade é apenas as suas três formas.

“Aqueles senhores de palácios majestosos e altamente instruídos nas Escrituras sabiam, precisamente, isto, quando afirmaram em tempos passados: “Não existe pessoa   alguma que nos possa trazer alguma ideia que não tenha sido já ouvida, pensada ou conhecida”. Eles sabiam disso.

“Eles sabiam que tudo quanto parecesse vermelho era a forma da luz-e-calor; eles sabiam que tudo quanto parecesse branco era a forma da água; eles sabiam que tudo quanto parecesse negro era a forma da comida.

“Tudo quanto parecesse desconhecido  , eles sabiam que era um composto destas substâncias....”

Uddalada Aruni disse: “Svetaketu, meu filho, aprende comigo a verdadeira natureza do sono.

“Quando um homem está propriamente adormecido, o Ser infiltra-o e ele terá retornado ao que é seu. É por isso que se diz dele: `está adormecido’; porque ele retorna ao que é seu.

“Assim como uma ave presa a uma corda voar  á em todas as direções sem encontrar descanso em sítio algum e recorrerá no fim ao próprio fio que a prende, do mesmo modo, a mente voará em todas as direções, e não encontrando descanso em parte alguma, irá descansar no sopro da vida; porque a mente, meu filho, é prisioneira do sopro da vida.

“Agora, meu filho, aprende comigo acerca da fome e da sede. Quando um homem está realmente esfomeado, é a água que conduz o que ele comeu. Assim como falamos dum condutor de gado, ou dum condutor de cavalos, ou dum condutor de homens, do mesmo modo falamos de água como um condutor da comida.

“Neste contexto, meu querido filho, tens de saber que isto, é um rebento que grelou, e não pode existir sem a raiz.

“E qual seria a sua raiz, senão a comida? Do mesmo modo, meu filho, se a comida é o rebento, a água será a raiz; se a água é o rebento, então, a luz-e-calor são a sua raiz; e se a luz-e-calor são o rebento, então, meu filho, o Ser será a sua raiz.

“Meu querido filho, todas estas criaturas têm o Ser como a sua raiz, o Ser como o seu descanso, o Ser como a sua base.

“Agora, quando um homem está realmente sedento  , é a luz-e-calor que conduzem o que ele bebeu. Tal como falamos dum condutor de gado, de cavalos, ou de homens, assim também nós dizemos que a luz-e-calor é o condutor da água.

“Neste contexto, meu querido filho, tens de saber que isto, é o rebento que grelou; não há rebento sem raiz.

“O que poderia ser a sua raiz senão a água? E, meu filho, se a água é o rebento, então a luz-e-calor serão a sua raiz; e se a luz-e-calor é o rebento, então o Ser é a raiz.

“Meu filho muito querido, todas essas criaturas têm o Ser como a sua raiz, o Ser como o seu descanso, o Ser como a sua base...

“Meu filho, quando o homem morre, a sua voz é absorvida na mente, a sua mente no sopro vital, o seu sopro vital na luz-e-calor na mais alta das substâncias.

“Essa puríssima essência, — o inteiro universo   a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!”

— “Tereis vós, senhor, a bondade de aumentar a minha instrução?”

— “Assim o farei, meu querido filho”, respondeu ele.

“Assim como as abelhas, querido filho, produzem o mel colhendo os sucos de várias plantas e reduzem o suco a unidade, sem diferenciar os sucos, pois nenhum dirá: `eu sou   o suco desta planta  ’ ou `eu sou o néctar daquela planta”, identicamente, todas estas criaturas, uma vez integradas no Ser, não sabem que se integraram no Ser.

“Tudo quanto eles são neste mundo, quer seja tigre ou leão, lobo ou javali, verme ou inseto, gafanhoto ou mosca, eles retornam a ser outra vez.

“Esta puríssima essência, — o inteiro universo a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real; Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!”

— “Tereis vós, senhor, a bondade de aumentar a minha instrução?”

— “Assim o farei, meu querido filho”, respondeu ele.

“Observa estes rios; eles correm do Oriente ao Ocidente, do Ocidente ao Oriente — e vão do oceano para o oceano, e tornam-se eles próprios o oceano, é uma vez chegados a esse estado  , eles já não sabem distinguir: `Este sou eu, aquele sou eu’. Do mesmo modo, todas estas criaturas originando-se do Ser, não sabem que se originaram do Ser.

“Tudo quanto eles são neste mundo, quer seja tigre ou leão, lobo ou javali, verme ou inseto, gafanhoto ou mosca, retornam ao Ser outra vez.

“Esta puríssima essência, — o inteiro universo a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!”

— “Tereis vós, senhor, a bondade de aumentar a minha instrução?”

— “Assim o farei, meu querido filho”, respondeu ele. “Olha para esta grande árvore, meu filho. Se ferisses a sua raiz, ela sangraria, mas havia de sobreviver; se a ferisses no meio

do tronco, ela sangraria, mas havia de sobreviver; se a ferisses no topo, ela sangraria, mas havia de sobreviver. Permeada pelo Ser vivificante, ela mantém-se de pé, bebendo o orvalho e exulta.

“Se a vida desaparece num dos seus ramos, ele seca; se ela desaparece no segundo ramo, também ele seca. Se ela desaparece em toda a árvore, a inteira árvore seca. Tens de entender isto, meu querido filho”, disse ele.

“Quando a vida desaparece, o corpo perece, porém, a vida não perece.

Esta puríssima essência, — o inteiro universo a possuir como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!”

— “Tereis vós, senhor, a bondade— de aumentar a minha instrução?”

— “Assim o farei, meu querido filho”, respondeu ele. E depois disse:

— “Traz-me um figo   de acolá”. — “Aqui o tens, senhor”. — “Abre-o”.

— “Está cortado, senhor”. — “O que vês?”

— “Estas sementes bastante pequenas, senhor”. — “Abre uma delas, se me fazes o favor. — “Está aberta, senhor”. — “O que vês?”

— “Absolutamente nada, senhor”.

Então ele disse-lhe: “Meu querido filho, é verdade que tu não podes observar   esta puríssima essência, porém, é igualmente verdade que essa enorme árvore nasce desta mesma puríssima essência.

“Tenhas fé, meu querido filho.

“Esta puríssima essência, o inteiro universo a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!

— “Tereis vós, senhor, a bondade de aumentar a minha instrução?”

— “Assim o farei, meu querido filho”, disse ele. E depois disse:”

— “Coloca este grúmulo de sal na água e vem ter comigo amanhã, da manhã”.

Svetaketu executou as ordens do pai. Quando foi ter com ele, o pai disse-lhe: “Aquele grúmulo de sal, que ontem à tarde puzeste na água, poderás trazer-mo?”

Ele apalpou a água mas não o encontrou, por se ter dissolvido. O pai disse-lhe:

— “Prova a água aqui. Que sabor   tem ela?” — “Sal”.

— “Prove a água na outra extremidade. Que sabor tem ela?”

— “Sal”.

— “Lança-a para fora e vem ter comigo”.

Ele assim o fez. Mas o sal manteve-se como sal. O seu pai disse-lhe:

— “Meu querido filho, é verdade que tu não podes observar o Ser aqui, porém, é igualmente verdade que o Ser se encontra aqui.

“Esta puríssima essência, — o inteiro universo a possui como o seu Ser: Aquilo é o Real: Aquilo é o Ser: Aquilo és tu, Svetaketu!”


Ver online : Chandogya Upanixade