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O Mundo como Vontade e como Representação Tomo I

Schopenhauer (MVR1:530-531) – coisa-em-si - vontade - moral

Apêndice

mardi 14 septembre 2021

[Excerto de SCHOPENHAUER, Arthur. O mundo como vontade e como representação. Primeiro Tomo. Tr. Jair Barboza. São Paulo : Editora UNESP, 2005, p. 530-531]

[...] o mundo? objetivo?, como o conhecemos, não? pertence à essência? das coisas? em si mesmas, mas é seu mero FENÔMENO?, condicionado [530] exatamente por aquelas mesmas formas que se encontram a priori no intelecto? humano? (isto é, o cérebro), portanto nada? contém senão fenômenos. Kant?, decerto, não chegou ao conhecimento? de que o fenômeno é o mundo como representação? e a coisa?-em-si? é a Vontade?. Todavia mostrou que o mundo fenomênico? é condicionado tanto pelo sujeito? quanto pelo objeto? e, isolando as formas mais gerais de seu fenômeno, isto é, da representação, demonstrou que conhecemos tais formas e as abrangemos segundo a sua legalidade? inteira não apenas partindo do objeto, mas também partindo do sujeito, porque as mesmas são propriamente, entre objeto e sujeito, o limite? comum a ambos. Concluiu que, ao seguirmos tal limite, não penetramos no interior do objeto nem do sujeito ; em consequência?, nunca conhecemos a essência do mundo, a coisa-em-si?.

Kant, no entanto, não deduziu a coisa-em-si de modo? correto, como logo a seguir mostrarei, mas por meio? de uma inconsequência?, pela qual teve de pagar com o sofrer de frequentes e irresistíveis ataques a essa parte? capital? de seu ensinamento. Ele não reconheceu diretamente na vontade a coisa-em-si ; porém deu um? passo grande e desbravador em direção a este conhecimento, na medida? em que expôs a inegável significação? moral? da ação? humana como completamente diferente, e não dependente, das leis do fenômeno, nem explanável segundo este, mas como algo que toca imediatamente a coisa-em-si. E eis aí o segundo ponto? de vista capital em relação? a seu mérito?.


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