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A VIA METAFÍSICA

Matgioi (VM) – I Ching

II O primeiro monumento do conhecimento

sexta-feira 2 de setembro de 2022, por Cardoso de Castro

    

Resumo do capítulo «I Ching   - Primeiro Monumento do Conhecimento» / Chapitre II Le premier monument de la connaissance

    

resumo

  • Raça   amarela é essencialmente tradicional, a essência   de sua filosofia reside nos livros mais antigos, escritos em uma época onde as necessidades do homem   eram menores, onde o ardor de seus desejos não o levavam a obscurecer, ciente ou inconscientemente, a verdade.
    • A piedade   filial dos chineses considerava que o que podia interessar ao homem estava contido virtualmente nos primeiros livros, e que todas as respostas a todos os problemas aí estavam potencialmente inclusas. Este postura de veneração ao Ancião donde veio sua raça  , se reflete no reconhecimento das instituições e doutrinas do passado  , como diretoras dos atos do presente e das especulações do futuro. Isto fez conservar os livros da mais alta antiguidade  , em sua integridade e fidelidade perfeita, impedindo as divisões de mentalidades, os antagonismos de sistemas.
  • Primeiro livro da China e primeiro livro do mundo, remonta ao imperador Fohi  , primeiro soberano do ciclo   histórico dos chineses.
    • Reinou a partir do ano 3468 AC, segundo cronologia baseada na posição   das estrelas e planetas do céu.
    • Seus amigos, discípulos e ministros que fizeram de seus ensinamentos, glosas, interpretações, e esta bagagem reunida se tornou a chamada doutrina   de Fohi; sendo Fohi provavelmente uma escola metafísica  , durante alguns séculos do pensamento   humano.
  • A Doutrina de Fohi está reunida em três tratados, dos quais dois   se perderam: Leinshan (cadeias de montanhas), ou seja, Livro dos Princípios Inalteráveis, contra os quais nada pode prevalecer; o Koueïtsang (retorno), Livro onde todas as questões devem ser reconduzidas para encontrar sua solução  .
    • O terceiro, que sobreviveu, é «o primeiro monumento do conhecimento humano» e leva o título de Yiking   (Mudanças na revolução circular). Título que faz lembrar que todas as modalidade aparentes do criador na criação são estudadas em sessenta e quatro símbolos (hexagramas  ) formando círculo, onde o último está religado ao primeiro.
  • É possível reconhecer   um berço comum das civilizações, onde uma mesma linguagem e grafia, ambas perdidas, reinavam. Desta escritura única decorrem os hierogramas chineses e os hieroglifos caldaicos. Deste berço, deixando a montanha   ancestral, migraram para o Sul   os futuros Vermelhos, pelo Dzangbo e o Sindh; para o Oeste, os futuros Brancos, pelo Syr e o Amou; para o Leste, os futuros Amarelos, pelo Hoangho e o Yangtze.
  • Os povos do Leste fabricaram um fino papel e pincéis que nas mão   de escribas artesãos registraram a sua Tradição  . Fohi sabia que os hierogramas do 3500 antes de Cristo   eram deformações da escritura primitiva, portanto representações insuficientes para os pensamentos abstratos e gerais, por esta razão empregou, para fixar a Tradição da única maneira conveniente, quer dizer, sintética e universal  , os símbolos lineares dos Trigramas. A escritura do I Ching é de dois tipos: o trigrama para o texto mesmo de Fohi e o hierograma (caractere primitivo do Koteou) para as glosas e paráfrases da Escola de Fohi.
  • A trama do I Ching consiste de sessenta e quatro hexagramas, ou trigramas duplos; estes sessenta e quatro tipos provem, por uma revolução em sentido inverso de dois círculos concêntricos dos oito trigramas; estes trigramas provem dos quatro diagramas; e estes diagramas, das posições diversas do traçado pleno   e do traçado partido.
  • Estes dois traços   são as figuras representativas as mais simples que jamais existiram. De onde Fohi tomou estes ingênuos símbolos? Conta os «Ritos de Tsheou»: «Antes de traçar os trigramas, Fohi olhou o céu, depois abaixou os olhos para a terra  , e observou as particularidades, considerou as características do corpo humano e de todas as coisas exteriores». Os dois traços indicam um estado   duplo, ou melhor, a igualdade de dois estados, comuns a toda a criação. Este símbolo em traço pleno pode ser aproximado ao símbolo circular do Yin-Yang  , representação do princípio duplo: ativo-passivo, masculino  -feminino, luminoso-obscuro, positivo-negativo, etc, que quando dividido nestas duas partes pelos observadores analíticos, produz o erro   fatal de associação com o Bem e o Mal; embora uno em essência, este símbolo se constitui no Taiji   ou Grande-Extremo, símbolo enérgico e absoluto, gravado no portal de todos os Templos e com o qual Laotseu   encabeçou as doutrinas asiáticas.
  • O traço sem solução de continuidade   representa o ativo; o traço descontínuo representa o passivo; e aos traços como ao princípios Fohi reconhece a essência e a unidade   da perfeição, dos quais são apenas aspectos.
  • Os hierogramas que constituem as glosas e paráfrases da Escola de Fohi (dentre os quais se destacam as «fórmulas» de Wenwang) estão escritos em caracteres primitivos, chamados Koteou; estes caracteres são a origem   das «chaves»que ainda existem, na escritura ideográfica amarela. Estes hierogramas encontram-se talhados na célebre inscrição de Yu, sobre a montanha Heng-Chan  , e conservada em Singan-fou, primeira capital da China histórica, onde ainda no século XX viviam os soberanos da China moderna.
  • As glosas que acompanha, os hexagramas de Fohi, atualmente na escritura ideográfica, compreendem: as fórmulas do príncipe Wenwang, fundador da dinastia Tsheou (1154 AC); as fórmulas de Tsheoukong (1122 AC); os «Dez   Golpes de Asa» de Kongtzeu (Confúcio  ; 500 AC); o «comentário tradicional» de Tchengtze (1150 DC); e o «sentido primitivo» do célebre Tsouhi (1182 DC). Nestes comentários apresentam-se os diferentes sentidos (metafísico, político, mágico, moral, social ou divinatório) a considerar para cada hexagrama, seus trigramas e linhas componentes.
  • O I Ching começa pelo estudo «tangível» da Unidade e da Perfeição, ou seja pelo estudo humano do céu, representado pelo hexagrama Thien ou Chien. Assim começa a apresentação dos hexagramas, os «Gráficos de Deus  ». O mistério que cerca o estudo dos hexagramas se deve ao hábito   sintético do raciocínio chinês, e ao caráter ideogramático de seus gráficos. Citanto Paul-Louis-Félix PHILASTRE (1837-1902), tradutor do I Ching: «O caráter chinês não tem jamais sentido absolutamente definido e limitado; o sentido resulta de sua posição na frase, e também de seu emprego em tal ou tal outro livro, e da interpretação   admitida neste caso. A palavra só tem valor   por suas acepções tradicionais».
  • Referências à respeitada tradução francesa de M. Philastre: YI KING

Original

Ce n’est pas seulement par un raisonnement chronologique que nous sommes conduits à rechercher dans la race jaune le monument le plus ancien de la connaissance ; c’est par un raisonnement psychologique et logique, que nous sommes amenés à constater chez eux le monument le plus exact de cette connaissance.

Les Jaunes étant essentiellement traditionnels, l’essence de leur philosophie devait résider dans les livres les plus reculés : ceux-ci, écrits à des époques lointaines, où les besoins de l’homme étaient moindres, et où l’ardeur de ses désirs ne le portaient pas à obscurcir, sciemment ou inconsciemment, la vérité, devaient être la source de tous les enseignements ultérieurs. La piété filiale des Chinois considérait donc que tout ce qui pouvait intéresser l’homme était contenu virtuellement dans les premiers livres, et que toutes les réponses à tous les problèmes y étaient potentiellement incluses : les solutions et les éclaircissements, nécessaires aux sciences nouvelles, devaient se trouver dans les lois antiques, en germe, et devaient être développées dans un sens analogique aux solutions qu’ils donnaient aux sciences des époques où ils furent composés. La conviction de cette synthèse, si puissante qu’elle comprenait dans l’œuf tous les efforts concevables de l’esprit   humain, fait le fondement et la certitude de toute la philosophie asiatique, et a développé l’esprit analogique et déductif de la Race Jaune.

Cette tournure d’esprit, qui vénère les institutions et les doctrines du passé, -jusqu’à y subordonner les actes du présent et les spéculations de l’avenir — est aussi une manière d’honorer, jusque dans sa parcelle primitive, l’Ancêtre commun dont la race est sortie. Elle devait avoir un double résultat : d’abord, de conserver, à travers les vicissitudes des âges, les livres de la plus haute antiquité, dans toute leur intégrité, et avec une fidélité parfaite ; ensuite, d’empêcher les divisions des esprits, les antagonismes des systèmes, et de créer, dans un seul courant d’enseignement, une école unique, tenant d’ un même auteur, appliquant au même but, par les mêmes moyens, toute l’ingénieuse ténacité de la race. Ce double résultat fut atteint ; on verra de quelles conséquences il devait être pour la vie intellectuelle, politique et historique de la race.

Le premier livre de la Chine — qui est aussi et de beaucoup le premier livre du monde — remonte à l’empereur Fohi, premier des souverains du cycle historique des Jaunes. Tout entourée qu’elle soit de légendes, surajoutées par un respect naïf et populaire, son existence n’est ni contestable ni contestée. Il régna sur ce qui s’appelait alors la Chine, à partir de l’an 3468 avant l’ère chrétienne. Cette chronologie est assise, nous l’avons dit, non pas sur des calculs modernes plus ou moins fantaisistes, mais sur la description précise de l’état du ciel à l’époque où régna Fohi [1].

Disons de suite qu’il ne faut pas attribuer personnellement à Fohi les doctrines passées à la postérité sous son nom. Fohi, comme tous les souverains de ces époques lointaines, fut un savant, un mage, un chef d’école ; c’est même précisément pour cela qu’il fut choisi comme souverain par sa race (la Chine en effet n’a de dynasties héréditaires que depuis l’an 2199 av. J. C.). Fohi eut des amis, des disciples, des ministres. Tous ceux-là firent, des doctrines de Fohi, des gloses, des interprétations, dont les hexagrammes impériaux avaient du reste besoin ; et tout ce bagage, amalgamé et confondu, devint la « Doctrine de Fohi » : « Fohi » est la raison sociale d’une école métaphysique, et de quelques siècles de la pensée humaine.

L’œuvre de Fohi consiste en trois traités, dont deux sont perdus ; les écrits contemporains n’en mentionnent que les titres ; ce sont : le Lienshan (chaînes de montagnes), c’est-à-dire le Livre des Principes Inaltérables, contre lesquels rien ne peut prévaloir : — le Koueïtsang (retour) c’est-à-dire le Livre ou toutes les questions doivent être ramenées pour trouver leur solution.

Le troisième traité, qui est le « premier monument de la connaissance humaine » porte le titre de Yiking (Changements dans la révolution circulaire). Ce titre rappelle que toutes les modalités apparentes du créateur dans la création sont étudiées dans soixante-quatre symboles (les hexagrammes) formant cercle et dont le dernier est relié intimement au premier (c’est ici la première occasion de faire remarquer que le Jaune emploie souvent le dessin au lieu de la parole, pour laisser à une idée déterminée toute sa synthétique ampleur).

Il n’est pas douteux — précisons-le de suite — qu’il y ait eu des monuments écrits antérieurs aux traités dont le Yiking est le troisième. Ces monuments ont été écrits, ou dessinés, ou sculptés, sur le « Toit du Monde », berceau unique de l’humanité, à l’aide de signes que toute l’humanité comprenait, avant qu’elle se fût divisée par des migrations diverses, et qu’elle eût ainsi perdu la conscience de sa totalité. Ce qu’est cette écriture unique, on ne le saura sans doute jamais qu’à l’aide d’approximatives appréciations ; car un paléographe ne reconstruira pas une écriture au moyen d’un jambage, comme Cuvier reconstruisait un mammouth au moyen d’une jambe. Mais c’est de cette écriture unique que découlent, à des époques concordantes, et par des procédés de déformations parallèles, les hiérogrammes Chinois et les hiéroglyphes Chaldéens (ou suméro-acadiens). Il est possible toutefois de déterminer les influences, toutes physiques, qui présidèrent à ces déformations.

Sur ce Pamir, qui fut notre commun berceau, une même langue, une même graphie, toutes deux perdues, régnaient. Un jour, soit qu’un cataclysme ait amené sur ces altitudes le froid qui y règne aujourd’hui, soit que, à force de se pencher sur le bord rugueux des plateaux, la race humaine ait pris le vertige des plaines inconnues, un jour vint où les hommes, par les fleuves qui prenaient naissance aux plateaux primitifs, descendirent aux niveaux inférieurs. Ainsi ceux du Sud, les futurs Rouges, par le Dzangbo et le Sindh, ainsi ceux de l’Ouest, les futurs Blancs, par le Syr et l’Amou, ainsi ceux de l’Est, les futurs Jaunes, par le Hoangho et le Yangtzé, tous, sans regarder en arrière, quittèrent la montagne ancestrale qui fut le nombril du monde. Parmi eux, les vieillards et les savants emportèrent la Sagesse et la Tradition.

Or, sur les rives fertiles des fleuves, sous le bénévole et chaud soleil de l’Extrême-Orient, les peuples de l’Est, policés peu à peu, trouvèrent le bac-chi   (cay gio, phaong-moc), des fibres duquel ils tirèrent un papier fin, souple, et des pinceaux plus doux que la soie, merveilleux instruments entre leurs doigts agiles d’ouvriers artistes. Par ces moyens subtils de transmission, les linéaments primitifs prirent la figure de dessins agrémentés de pleins et de déliés, sous la légèreté du pinceau et l’ habileté de la main.

Or, dans les espaces tortueux qui s’étendent à l’ouest des Thianshan, sous le soleil   dévorant des Mésopotamies, les peuples trouvèrent à la surface du sol les granits, les diorites, les marbres, les pierres brillantes et dures, qui, amoncelées en remparts, assirent sur des bases presque indestructibles les monuments de la puissance et de la science Chaldéennes. Alors, saisissant le marteau, les peuples de cet Orient taillèrent, à l’aide de pointes d’acier, les caractères primitifs, qui, s’enlevant au ciseau sur la surface des marbres, s’étoilèrent en triangles aigus, et s’allongèrent en lignes rigides.

Bientôt ces différences, dues seulement d’abord aux difficultés graphiques rencontrées dans la nature, entrèrent dans l’essence des hiéroglyphes, et constituèrent, par les déformations successives des caractères, au fur et à mesure des civilisations divergentes, des écritures   dissemblables. Mais malgré tout, le caractère essentiel des représentations demeure le même ; l’esprit d’un synthétique reconstitue le type primitif, et découvre, sous le voile des plus diverses apparences, le même signe hiéroglyphique, lumineux et triomphant.

Or c’est précisément parce que Fohi connut que les hiérogrammes du 35eme siècle avant le Christ n’étaient que des déformations de l’écriture primitive, et étaient donc des représentations insuffisantes pour des pensées abstraites et générales, qu’il employa, pour fixer la Tradition de la seule manière qui convenait, c’est-à-dire synthétique et universelle, les symboles linéaires des Trigrammes.

Car l’écriture du Yiking est de deux sortes : le trigramme pour le texte même de Fohi : l’hiérogramme (caractère primitif ou Koteou) pour les gloses et paraphrases de l’École de Fohi.

La trame du Yiking consiste donc en soixante-quatre hexagrammes, ou trigrammes doubles ; ces soixante-quatre types proviennent, par une révolution en sens inverse de deux cercles concentriques, des huit trigrammes ; ces trigrammes proviennent des quatre digrammes ; et ces digrammes, des positions diverses du trait plein — et du trait brisé - -.

Ces deux traits sont les figures symboliques représentatives les plus simples qui aient jamais existé. Où l’empereur Fohi prît-il un symbolisme si naïf ? Là comme ailleurs, et pour l’écriture traductrice de la pensée comme pour la pensée elle-même, Fohi ne s’adressa ni aux interventions célestes   ni aux puissances invisibles, mais bien à la nature qui en environnait et qui enchantait sa race. C’est à hauteur d’homme que, dans sa logique indiscutable, il prenait le truchement de la Tradition qui devait éclairer et guider l’humanité. En effet le livre historique des « Rites de Tsheou » dit que : « Avant de tracer les trigrammes, Fohi regarda le ciel, puis baissa les yeux vers la terre, en observa les particularités, considéra les caractères du corps humain et de toutes les choses extérieures ». C’est-à-dire que les deux traits indiquent un état double, ou mieux, l’égalité de deux états, communs à toute la création. Il convient de rapprocher de ce symbole en ligne droite, le même symbole en ligne circulaire, connu de toute l’antiquité orientale, et rajeuni par les Tao  ïstes, l’Yn-yang, représentation du principe double, actif-passif, masculin-féminin, lumineux-obscur, positif-négatif, etc., qui, lorsqu’il est divisé en ces deux parties par des observateurs analytiques, produit la fatale erreur du Bien et du Mal, mais qui, indissolublement un en essence (malgré l’aspect que la représentation matérielle est contrainte de lui donner) constitue, le Taiky ou Grand-Extrême, énergique et absolu symbole, gravé au fronton de tous les Temples, et que Laotseu a mis en tête de toutes les doctrines asiatiques.

Le trait sans solution de continuité représente l’actif : le trait avec solution de continuité représente le passif ; et aux traits comme aux principes, Fohi reconnaît l’essence et l’unité de la perfection, dont ils ne sont que des aspects. Gardons-nous bien, ici plus encore qu’en aucun autre lieu du monde, de confondre la chose avec la forme détériorée sous laquelle nous pouvons seulement la figurer, et peut-être même la comprendre : car les pires erreurs métaphysiques, les pires cataclysmes moraux sont issus de l’insuffisante compréhension et de la mauvaise interprétation des symboles. Et rappelons nous toujours le dieu Janus, qui est représenté avec deux figures, et qui cependant n’en a qu’une, qui n’est ni l’une ni l’autre de celles que nous pouvons toucher ou voir.

Telle est l’interprétation du symbolisme des traits des hexagrammes de Fohi ; elle montre bien que le Yiking est un livre universel et non pas un traité d’astronomie, comme ont prétendu les japonais et des Latins japonisants [2].

Les hiérogrammes qui constituent les gloses et paraphrases de l’École de Fohi (dont les principales sont les « formules » de Wenwang) sont écrits en caractères primitifs, appelé Koteou ; ces caractères sont l’origine des « clefs » qui existent encore, à l’heure actuelle, dans l’écriture idéographique jaune. Nous n’avons plus, sur les papiers de l’Extrême-Orient, l’écriture même de l’École de Fohi ; et l’on pourrait douter de sa valeur et de ses formes, si cette écriture, qui n’a pas subsisté au pinceau dans les manuscrits, n’avait pas, comme le roc, et sculptée dans le roc, résisté au temps et aux révolutions. Les hiérogrammes en question se retrouvent dans la célèbre inscription de Yu, sur la montagne de Heng-Chan, et conservée à Singan-fou, première capitale de la Chine historique, ville qui reste, non seulement le plus épique souvenir de l’antiquité Chinoise, mais qui est encore, à l’heure présente, le refuge sacré qui abrite victorieusement les souverains de la Chine moderne contre les tentatives guerrières de l’Europe coalisée.

En dehors de sa valeur sculpturale, cette inscription est trop intéressante pour que nous ne la mentionnions pas textuellement, au moins en partie. Elle est en effet, contemporaine du déluge hébreu, et elle en parle. Elle remonte exactement à 2276 av. Jésus-Christ, c’est-à-dire qu’elle est antérieure de cinq   siècles aux plus anciens hiéroglyphes égyptiens.

« Soulagez-moi, mes conseillers, dans l’administration des affaires. Dans l’ ouest et au delà des montagnes, les grandes et les petites îles, les plateaux habités, les demeures des oiseaux   et des quadrupèdes, sont au loin inondés. Avisez à cela, faire écouler les eaux, et élevez des digues, pour empêcher un nouveau débordement ». Et plus loin : « Il y a longtemps que j’ai complètement oublié les miens, afin de réparer les maux de l’inondation ; mais à présent je puis me reposer : la confusion de la nature a disparu : les grands courants qui venaient du Midi se sont écoulés dans la mer ».

Il y a évidemment longtemps que l’ on sait que le déluge biblique fut une inondation partielle et un assez médiocre cataclysme ; mais chacun estimant les choses d’après le bien ou le mal qu’elles lui procurent, l’empereur Yu ne voyait qu’un débordement provincial là où l’historien hébreu voyait la destruction de la nature, et par conséquent le doigt de son Jéhovah ; quelques digues devaient prévenir une inondation analogue, et c’ est le ministre des travaux publics qui remplace ici la colombe de l’arche  . Une fois de plus, l’inscription de Yu nous invite à ne pas prendre à la lettre les affirmations grandiloquentes des petites nations, et à nous souvenir, par exemple, que, au 22eme siècle avant Jésus-Christ, il ne fallait pas beaucoup d’eau   pour noyer la race et la puissance juives [3].

Les gloses qui accompagnent les hexagrammes de Fohi — et qui sont toutes transcrites aujourd’hui dans l’écriture idéographique moderne — comprennent : les formules du prince Wenwang, fondateur de la dynastie des Tsheou (1154 av. Jésus-Christ) ; les formules de Tsheou-kong (1122 av. Jésus-Christ) ; les « Dix coups d’aile » de Kongtzeu (Confucius : vers 500 av. Jésus-Christ) ; le « commentaire traditionnel » de Tchengtze (vers 1150 ap. Jésus-Christ) ; et le « sens primitif » du célèbre Tsouhi (1182 ap. J. C.). Chacun de ces commentateurs éclaira le texte de Fohi et de Wenwang des lumières préférées de son esprit. Et comme ce texte est synthétique et universel, nous en verrons passer, les uns après les autres, les sens métaphysique, politique, magique, moral, social ou divinatoire, suivant les penchants particuliers des exégètes.

Seule, leur audace tranquille égale la simplicité de leurs raisonnements. Rappelons-nous que Fohi et Wenwang — Fohi surtout — se considéraient comme des truchements du Verbe Eternel, sans nécessité d’imaginer un divin intermédiaire entre ce Verbe et eux.

C’est pourquoi le Yiking, dont nous allons commencer l’analyse directe, s’ouvre-t-il par l’étude tangible de l’Unité et de la Perfection, c’est-à-dire par l’étude humaine du ciel. Et nous n’obéissons pas à l’amour du paradoxe, mais à celui de la véracité, en plaçant, au départ de cette étude, les « Graphiques de Dieu ».

Que le sens de la formule soit enveloppé de ténèbres, cela n’est pas douteux : ces ténèbres sont dues, pour une grande part, à l’habitude synthétique du raisonnement chinois, et au caractère idéogrammatique de leur graphique. Je cite ici M. Philastre : « Le caractère chinois n’a jamais de sens absolument défini et limité ; le sens résulte de sa position dans la phrase, et aussi de son emploi dans tel ou tel autre livre, et de l’interprétation admise en ce cas. Le mot n’a de valeur que par ses acceptions traditionnelles ». Ici l’obscurité du texte et des commentaires apparaît, au surplus, comme une volonté arrêtée de donner, au même assemblage de caractères, des sens parallèles et également vraisemblables, qui peuvent être lus et compris d’autant de façons qu’il y a de degrés dans l’entendement, de sciences dans l’humanité, et de mondes dans l’ univers intellectuel. À ces caractères spécifiques nous reconnaissons que le Yiking est bien le « Livre », sans épithète, qu’il est à la fois synthétique et abstrait, logique et divinatoire, politique et métaphysique, ontologique et moral, et que les écoles de la Chine n’ont pas tort en le consultant et en le citant sous tant d’aspects.

La voie de l’étude des philosophies chinoises n’est pas tracée comme celle des philosophies occidentales ; et il est impossible de dégager la pensée chinoise d’une certaine ambigüité ; nos intelligences y verraient, plutôt que cette ambigüité volontaire, un certain trouble, indice d’une impuissance de raisonnement. Rien ne saurait être plus faux qu’un tel point de vue. La science orientale diffère de la nôtre, non seulement à cause de la race et du pays, mais aussi à cause de l’époque. Il ne faut pas s’attendre à trouver, dans les descendants de Fohi et dans les contemporains de Laotseu, ces affirmations nettes et franches, dont nous tirons une singulière vanité, affirmations qui sont sans doute exactes, mais qui, à force d’être étroites et strictes, ne renferment qu’une minime partie de vérité ; toutes ces portions infinitésimales, affirmées les unes à côté des autres, et indépendamment les unes des autres, par nos esprits analytiques, cachent la vérité entière à nos yeux délicats et myopes. C ’est ainsi qu’un visage se reproduit, avec les pires déformations, dans un miroir taillé à mille facettes juxtaposées en des plans différents. Les discussions microscopiques nous ont rendus inaptes à goûter et à saisir les larges synthèses. Je comparerai volontiers le sentiment de l’occidental transporté en Chine, à celui d’un paysan des plaines, enlevé subitement au sommet du Mont-Blanc ; ses sens, inaccoutumés des profondeurs et des horizons lointains, le frisson inconnu du vertige, l’empêcheraient de goûter la splendeur du paysage. C’est un sentiment d’inquiétude analogue, qui nous saisit devant les systèmes et les modes du raisonnement chinois, mal préparés que nous sommes, par défaut d’accoutumance, à saisir, dans cet ordre inaltérable régissant l’univers, autre chose qu’une théorie compliquée, dans les espaces et les profondeurs de laquelle nos esprits mal perspicaces s’impatientent, se rebutent et s’égarent, avant de l’avoir comprise.

Celui qui veut s’initier à la Tradition Primordiale, que nous offre le premier monument de la connaissance, doit être prévenu ; il se sentira envahi d’un trouble vague et singulier, non seulement à cause de l’universalité de la synthèse, mais aussi à cause de la généralité des termes employés, de l’impropriété forcée des interprétations, et du manque total de préparation, où se trouvent les occidentaux, de lire et décrire, dans une langue analytique, ce qui n ’a son sens parfait et sa valeur entière que dans les idéogrammes. Pour quiconque voudra pénétrer profondément l’intime de cette science et de cette pensée, c’est dans les livres originaux, et non dans un résumé scolastique, moins encore dans une adaptation étrangère, qu’il devra chercher l’aide et la clarté nécessaires. C’est là le grand défaut des ouvrages des sinologues les plus distingués, comme Stanislas julien et tant d’autres, à qui un long séjour dans le pays chinois, au milieu des lettrés chinois eût donné, sans conteste ni hésitation, les solutions qu’ils cherchaient en vain, parmi d’ingrats travaux, à la Sorbonne ou au Collège de France ; c’est un séjour très long qui a permis à. M. Philastre ses travaux sur le Yiking ; c’est le séjour en Extrême-Orient qui eût permis aux missionnaires, et entr’autres aux Pères Huc et Prémare, d’aller profondément dans l’intelligence des plus obscurs arcanes, si l’idée religieuse romaine, en vue de laquelle seule ils travaillaient, n’eût conduit leur esprit sur une seule voie, et ne les eût pas forcés à tirer de leurs travaux des conclusions singulières, auxquelles ils n’eussent pas un instant songé, si leur état ne leur en eût fait une nécessité inéluctable.

Pour ces raisons et dans ces conditions, il est impossible d’éclairer le Yiking autrement que par des philosophes et des raisonnements jaunes. Encore faut-il saisir de quelle façon il faut réclamer et appliquer cette aide. On ne doit pas le faire à la façon dont, par exemple, les commentateurs occidentaux, par des formules strictes et des déductions imperturbables, ont mis en lumière tous les beaux aspects du génie grec, par exemple, précisément parce que le génie grec, d’où sort le génie des races latines, s’arrange fort bien de nos moyens d’argumentation et de dissection intellectuelles. Mais, pour la même raison que le génie des Chinois nous paraît, à première vue, vague et abstrus, la vaste synthèse chinoise se fût trouvée, par de tels moyens, non pas divisée et éclaircie, mais morcelée et détruite, et n’eût rien laissé devant nous, qu’un corps meurtri et froissé. L’application d’un livre à l’éclaircissement d’un autre ne saurait donc s’entendre d’une manière absolue, ni pour les idées, ni pour la terminologie. Expliquer un texte par un contexte serait ici le comble de la naïveté, et aussi de l’erreur. Mais, après avoir saisi le fond de l’enseignement d’un philosophe — de Laotseu, par exemple, — se bien pénétrer de la valeur qu’il donne aux termes de l’Ancienne Étude, et, ensuite, placé devant un texte confus, à interprétations multiples, d’un des King primitifs, induire la manière dont Laotseu l’eût compris, telle est la seule manière valable d’éclairer les textes orientaux les uns par les autres, et de faire rendre leur pensée à tant de symboles. Ils semblent divergents ; ils sont seulement différents. Mais ils vont tous à la vérité unique, de même que les vagues de la mer, qui paraissent dissemblables entre elles de hauteur, de couleur  , et de direction, n’en vont pas moins au même but, sous les influences constantes des moussons et des marées.


Ver online : Matgioi


[1Les Chinois ont cela de commun avec les Indous, les Egyptiens et tous les peuples qui, détenteurs d’une Tradition, veulent en conserver une sérieuse chronologie.

[2Bien que cette opinion soit un peu celle de M. Philastre, saisissons cette occasion de recommander la traduction qu’il a faite du Yiking et qui est unique, à cause de la connaissance qu’avait l’auteur des caractères chinois et du caractère des Chinois. La cause profonde qui a donné à M. Philastre une immense érudition est celle qui a brisé sa carrière diplomatique (Annales du musée Guimet, Tomes VIII et XXIII). Voir le chap. IX.

[3L’inscription de Yu contient bien autre chose : si on sait la lire, comme il convient, dans les trois plans successivement. Nous y reviendrons plus tard dans un article spécial, où nous analyserons, en dehors de cette observation sur le déluge biblique, les instructions de l’Empereur Yu à ses conseillers et à ses disciples, dans les trois mondes.